Com tornozeleira desativada desde domingo (1º), Oruam é considerado foragido

Rapper não foi encontrado após expedição de novo mandado de prisão.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:15)
Imagem mostra rapper oruam de cabelo vermelho e roupa branca.
Legenda: Autoridades identificaram uma série de irregularidades no uso do equipamento pelo artista.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, estaria com a tornozeleira desligada desde domingo (1º), conforme a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro.

Nesta terça-feira (3), a Justiça expediu um novo mandado de prisão contra o artista, que já é considerado foragido

A pasta detalhou, ao portal g1, que o dispositivo foi instalado no fim de setembro de 2025, e cerca de dois meses depois, as autoridades identificaram uma série de irregularidades no uso do equipamento.

À Justiça, foram comunicadas pelo menos 66 violações do aparelho de monitoramento do rapper, sendo 21 somente em 2026

Segundo o Supremo Tribunal de Justiça (STF), parte das infrações foram provocadas pelo descarregamento da bateria da tornozeleira, que teria sido mantida sem carga por longos períodos. Devido ao reiterado descumprimento do monitoramento, a Corte revogou o habeas corpus que beneficiava Oruam.

Com isso, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, assinou o novo pedido de prisão contra ele nessa terça. 

Também ao g1, a Polícia Civil do Rio de Janeiro detalhou que realiza diligências em diferentes endereços ligados ao cantor para cumprir a ordem, mas ele não foi encontrado em sua residência, na Freguesia de Jacarepaguá.

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Durante o processo, a defesa de Oruam justificou que as falhas na tornozeleira ocorreram em razão de problemas na bateria, argumentando que o relatório não aponta nenhum tipo de desrespeito por parte do cantor. 

A explicação, no entanto, não foi acatada pelo STJ, que afirmou que “a inobservância reiterada da obrigação de manter a tornozeleira eletrônica carregada não caracteriza mera irregularidade administrativa, mas comportamento que revela risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal”.

Oruam foi preso em julho do ano passado, acusado de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação em sua casa, na Zona Oeste do Rio. Em setembro de 2025, o STJ concedeu liminar determinando a soltura do rapper após considerar que a decisão de primeira instância usou "fundamentos genéricos" para justificar a prisão preventiva. 

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