Anvisa interdita leite condensado e proíbe suplementos de origem desconhecida

Decisões do órgão foram divulgadas no início desta semana.

(Atualizado às 09:59)
Imagem mostra sequência com embalagem de leite condensado La Vaquita, três frascos de suplemento Durasil e um pote de multivitamínico Glicojax, produtos alvos de decisão da Anvisa.
Legenda: Produtos irregulares podem ser denunciados à Agência ou à Vigilância Sanitária (Visa) local.
Foto: Divulgação e reprodução.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar do leite condensado La Vaquita, na variação semidesnatada. A decisão, divulgada na segunda-feira (2), foi motivada pela desaprovação do produto em teste microbiológico

O lote afetado pela medida foi o 183/3 B, que, conforme o órgão, apresentou uma quantidade indevida da bactéria Staphylococcus aureus, que quando em níveis elevados em alimentos, bebidas e embalagens pode causar intoxicações alimentares e outras doenças

Na resolução, a agência atribuiu o leite condensado à Apti Alimentos Ltda. Porém, à Agência Brasil, o empreendimento afirmou que o produto não faz parte do seu portifólio e teria sido associado erroneamente à empresa.

Apreensão e proibição de suplementos 

Ainda nessa segunda, a Anvisa determinou a apreensão e a proibição de suplementos das marcas Glicojax e Durasil. Os produtos teriam origem desconhecida e utilizariam propagandas enganosas

Conforme a decisão, o produto da Glicojax promete, sem comprovação científica, proporcionar benefícios terapêuticos, como controle da glicose sanguínea e da diabete, além de suporte cardiovascular e à saúde metabólica.

Já o suplemento em gotas da Durasil afirma que aliviaria dores e melhoraria a função erétil, o que seria falso, segundo o órgão. 

Ambos os itens eram divulgados em site como Root Brasil e em plataformas de varejo como Mercado Livre e Shopee.

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À Agência Brasil, a gigante chinesa informou que cumpre as regulamentações e leis locais e exige que os vendedores da plataforma também estejam em conformidade. 

"Assim que tomou conhecimento da determinação, a Shopee removeu prontamente os anúncios em questão. Os produtos comercializados na plataforma passam por uma série de triagens, e os itens que violam normas regulatórias ou as nossas políticas são removidos, e a loja, penalizada, para proteger os usuários", detalhou.

O Mercado Livre também se manifestou ao veículo, afirmando que os termos de uso da plataforma proíbem a venda de produtos não autorizados pela Anvisa. 

"A plataforma mantém atuação contínua no combate à venda de itens irregulares, por meio do uso de tecnologia própria, equipes especializadas de monitoramento e canais de denúncia. Sempre que um anúncio em desacordo com as regras é identificado, o conteúdo é prontamente retirado do ar e o vendedor está sujeito às medidas previstas, que podem incluir suspensão ou bloqueio da conta", informou.

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