Quantos casos de Mpox o Brasil registrou em 2026? Veja o que se sabe até agora

Doença pode ser transmitida entre animais e humanos e exige cuidados para evitar contágio.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Foto para ilustrar paciente com sintomas de mpox com erupções pelo corpo para matéria sobre nova variante confirmada pela OMS.
Legenda: Os sinais e sintomas da mpox duram de 2 a 4 semanas.
Foto: Shutterstock.

Dados atualizados do Ministério da Saúde (MS) apontam que, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, o Brasil registrou 47 casos de mpox.

Um outro caso, que não consta no panorama,foi confirmado pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), totalizando 48 registros oficiais.

O número, apesar de relevante, é bem menor que o do mesmo período em 2025, quando foram registrados 126 casos.

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A relação de casos, no entanto, pode ser maior, já que há um delay entre o envio dos dados das secretarias estaduais e a atualização do Painel Mpox, que contabiliza os dados na plataforma do MS.

Em 2025, o Brasil registrou 1.079 casos da doença e dois óbitos.

O que é a Mpox?

A Mpox é uma zoonose causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae.

A doença pode ser transmitida entre animais e seres humanos, sendo a transmissão para humanos causada por meio de contato com pessoa infectada, materiais contaminados ou animais silvestres (roedores) infectados.

Recentemente, a circulação de uma nova variante do vírus foi confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Reino Unido. A OMS informou que a nova cepa é uma versão que combina os Clados 1b e 2b do Mpox.

Segundo as autoridades em saúde, os dois pacientes infectados "adoeceram com várias semanas de intervalo, infectados pela mesma cepa recombinante", o que pode indicar a existência de outros casos ainda não detectados.

Sintomas da Mpox

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até começarem a surgir os sinais e sintomas da Mpox — o chamado período de incubação — normalmente é de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. Em geral, a infecção é caracterizada por:

  • Erupções cutânea ou lesões de pele;
  • Linfonodos inchados (ínguas);
  • Febre;
  • Dores no corpo;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrio;
  • Fraqueza.

Segundo o Ministério da Saúde, as erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o início da febre, mas elas também podem aparecer antes da elevação da temperatura corporal.

Essas lesões podem ser planas ou levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado, e podem formar crostas, que secam e caem.

“As erupções tendem a se concentrar no rosto, na palma das mãos e planta dos pés, mas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, inclusive na boca, olhos, órgãos genitais e no ânus”, complementa o Ministério.

Segundo o órgão, a doença geralmente evolui para quadros leves e moderados e pode durar de 2 a 4 semanas.

O que é Mpox e como ela é transmitida?

A Mpox é uma doença zoonótica viral, causada pelo Mpox vírus (MPXV). A transmissão ocorre, principalmente, por meio do contato direto pessoa a pessoa com erupções e lesões na pele ou com fluidos corporais — como pus ou sangue das lesões — de alguém infectado.

“Úlceras, lesões ou feridas na boca podem ser infectantes, o que significa que o vírus pode ser transmitido por meio da saliva”, complementa o Ministério da Saúde.

O contato com objetos ou utensílios recentemente contaminados — como roupas, roupas de cama, toalhas e pratos — também podem levar à transmissão.

Também se pode contrair a doença por meio de gotículas, mas, para isso, normalmente é necessário contato próximo prolongado entre o paciente infectado e outras pessoas.

Por isso, trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos têm maior risco de infecção.

O Ministério da Saúde aponta que uma pessoa infectada pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam até a erupção ter cicatrizado completamente e uma nova camada de pele se formar.

Cuidados

prevenção é a principal forma de se proteger contra a Mpox. Por isso, é aconselhado evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.

Cuidadores, profissionais da saúde, familiares próximos e parceiros, entre outras pessoas que precisarem manter contato com o paciente, devem utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

O Ministério da Saúde recomenda os seguintes cuidados:

  • Lavar regularmente as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel — principalmente após o contato com a pessoa infectada ou itens que possam ter entrado em contato com erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias;
  • Lavar as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente;
  • Limpar e desinfete todas as superfícies contaminadas;
  • Descartar os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada.

Para pessoas com suspeita ou confirmação da doença, a orientação é cumprir isolamento imediato e não compartilhar objetos e materiais de uso pessoal até o término do período de transmissão.

O Ministério da Saúde destaca que todas as pessoas com sintomas compatíveis de Mpox devem procurar uma unidade básica de saúde imediatamente e adotar as medidas de prevenção.