Entenda riscos da síndrome vasovagal, quadro diagnosticado em Ivete Sangalo
Artista havia sido internada para tratar uma infecção intestinal intensa.
A cantora Ivete Sangalo revelou, nesta quinta-feira (26), ter recebido o diagnóstico de uma síndrome vasovagal após ter sido internada para tratar uma infecção intestinal intensa.
Conforme o relato da artista, tudo começou com uma virose e diarreia, que levou a uma forte desidratação. A baiana foi hospitalizada devido ao episódio na quarta-feira (25) e já recebeu alta nesta quinta (26).
A equipe médica que cuidou do tratamento de Ivete informou que a cantora tem uma pré-disposição ao "desmaio vasovagal", também chamado de síncope neurocardiogênica.
O diagnóstico da doença é dado quando o paciente tem uma perda temporária da consciência, provocada pela diminuição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos por ação do nervo vago, localizado na região da nuca.
No caso de Ivete Sangalo, o problema foi desencadeado pela desidratação, que provocou a queda da pressão e o desmaio.
O que aconteceu com Ivete Sangalo?
Nessa quarta-feira (25), Ivete preocupou os seguidores ao surgir nas redes sociais com um olho roxo e um corte acima da sobrancelha. Nos vídeos, ela detalhou o que ocorreu antes da internação.
“Passando aqui para tranquilizar todo mundo. Essa noite eu tive uma diarreia, provavelmente uma virose que peguei, tive uma diarreia muito intensa, uma dor de cabeça muito forte. Passei a noite indo ao banheiro”, explicou.
Segundo a cantora, o mal-estar resultou em desidratação e na perda de consciência. “Acho que desidratei por conta da diarreia, desmaiei e cai no chão com tudo, inclusive, tive um cortezinho aqui e um cortezinho aqui”, relatou.
Ivete afirmou ainda que recebeu atendimento médico adequado durante a internação. “Quero assegurar que estou sendo bem assistida, médicos super competentes. Estou bem e vou ficar maravilhosa”.
Sintomas da síndrome vasovagal
Os primeiros sinais são fraqueza, transpiração, palidez, calor, náusea, tontura, borramento visual, dor de cabeça ou palpitações.
Ambientes fechados ou com aglomerações, ficar em jejum e horas em pé também são fatores determinantes para desencadear o problema.
Quando pode acontecer?
Segundo o cirurgião vascular e membro da diretoria regional da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), Vicente Freire, a síndrome vasovagal pode ocorrer em situações de estresse ou movimentos bruscos do corpo.
Para compreender o que ela provoca, é necessário conhecer a função do nervo vago - que tem o papel biológico de controlar vários comportamentos do organismo e a redução dos batimentos cardíacos. “Ou seja, quando você estimula o nervo vago, ele diminui os batimentos cardíacos e a pressão arterial”, informou o médico em entrevista anterior ao Diário do Nordeste.
O especialista disse ainda que fatores como ansiedade, desidratação e situações estressantes que causem calor ou frio também podem estimular o nervo vago, ocasionando um desmaio.
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Quais os riscos da síndrome vasovagal?
O cirurgião esclareceu que esses episódios, no geral, são momentâneos. No entanto, a pessoa pode acordar tendo falas desconexas, mas logo deve voltar ao seu estado normal.
Conforme o médico, apesar de os eventos serem esporádicos, é preciso ter cuidados com quedas e fraturas em decorrência do desmaio, como o ocorrido com Ivete.
“Quem tem um episódio desse deve investigar para checar se não tem o risco de ocorrer novamente para evitar fraturas em situações de quedas após desmaios, eventos enquanto estiver dirigindo e sofrer um acidente de trânsito", enfatiza.
O que fazer quando sentir os sintomas?
O médico recomenda que a pessoa fique deitada e eleve os membros. “Quando se deita, a cabeça fica no mesmo nível do coração e não precisa de tanta pressão para oxigená-la. E, se você eleva os membros, aumenta o fluxo de sangue para o cérebro”, explica.
“É o que, muitas vezes, vemos nos jogos: o atleta deitado levantando as pernas”, exemplifica, lembrando que esse protocolo é adotado em eventos esportivos.
A orientação é sempre procurar ajuda médica após os primeiros socorros.
Como se prevenir?
- Evite ficar em pé por períodos longos;
- Beba bastante água (2 litros por dia), pois ajuda a aumentar a pressão arterial e a prolongar a capacidade de ficar em pé por mais tempo;
- Evite bebidas desidratantes, como álcool;
- Evite ambientes quentes e fechados;
- Movimente as pernas e as panturrilhas enquanto estiver em pé;
- Se começar a sentir algo estranho, deite-se com as pernas elevadas;
- Se for desmaiar, deite-se ou aproxime-se do chão para não se machucar na queda.