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Flávio Bolsonaro critica caráter temporário de prisão domiciliar do pai: 'Contraditória'

Senador também reclamou que prisão de Bolsonaro não tinha "uma flor para ele olhar" na Polícia Federal.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 20:36)
Imagem de Flávio Bolsonaro para matéria sobre crítica a caráter temporário de prisão domiciliar de 90 dias de Jair Bolsonaro.
Legenda: Flávio Bolsonaro afirmou que família tomará providências para evitar episódios de retirada da tornozeleira eletrônica.
Foto: Agência Brasil/Lula Marques.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) criticou o caráter temporário da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes autorizou, nesta terça-feira (24), que Jair Bolsonaro tenha prisão domiciliar humanitária temporária, de 90 dias. No entanto, para o filho do ex-presidente, essa decisão é "contraditória". 

"Se a saúde dele melhorar em casa, ele volta para o lugar onde a saúde dele estava piorando?", questionou, durante entrevista ao Mais, da GloboNews, nesta terça (24). 

Em novembro do ano passado, durante o período em que passou em prisão domiciliar, Bolsonaro tentou retirar a tornozeleira eletrônica em casa utilizando ferro de solda. A ocorrência foi constatada pelo Centro Integrado de Monitoração Eletrônica do Distrito Federal. Com o descumprimento das regras, na época, Moraes decretou prisão preventiva e o encaminhou à Superintendência da Polícia Federal no DF.  

Na entrevista desta terça, Flávio disse que a família deve tomar providências para evitar que a ocorrência se repita. "Ele terá ali uma assistência de enfermagem ou médica. Isso terá que ser uma providência tomada pela família para evitar quadros de desequilíbrio ou quedas", explicou. 

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Flávio ainda acrescentou que esse é um "primeiro passo para fazer Justiça", apesar de classificar medida como "exótica". "É uma decisão exótica porque traz mais uma inovação: uma prisão domiciliar humanitária provisória. Isso não existe na legislação e é um pouco contraditório", disse o senador.

O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão e estava detido na Papudinha, mas precisou ser transferido para o hospital no dia 13 de março, após passar mal.

'Não tinha flor para ele olhar'

Dentre as críticas de Flávio, na entrevista, o senador destacou que o pai "não tinha um flor para ele poder olhar" na sede da Polícia Federal e reclamou do barulho do ar-condicionado central do prédio, que tinha um "zumbido infernal".

O senador ainda alegou que o ex-presidente estava em um local "completamente inadequado" para a saúde dele. Bolsonaro ficou na Superintendência da Polícia Federal entre os dias 22 de novembro de 2025 e 15 de janeiro deste ano. Posteriormente, foi transferido para a Paudinha

"Ele ficava em uma sala de 3 por 4, trancado 22 horas por dia. Tinha direito a duas horas para caminhar em um espaço muito pequeno, cercado de muros brancos. Não tinha uma planta, uma flor para ele poder olhar, algo diferente, afirmou. 

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