Legislativo Judiciário Executivo

Moraes autoriza prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro

O ex-presidente está internado em um hospital de Brasília para tratar uma pneumonia decorrente de uma broncoaspiração.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 15:22)
Bolsonaro aparece com expressão séria atrás de grades de sua residência.
Legenda: Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.
Foto: Sergio Lima/AFP.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta terça-feira (24), a prisão domiciliar humanitária temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O político está internado no Hospital DF Star, em Brasília, tratando uma pneumonia decorrente de uma broncoaspiração.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a decisão fixa prazo inicial de 90 dias — que devem ser contados a partir da data da alta médica.

O despacho determina ainda que a prisão domiciliar deverá ser cumprida no endereço residencial do ex-presidente, com condições e medidas cautelares.

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Pedido de prisão domiciliar

Nessa segunda-feira (23), a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou a Mores um parecer favorável ao pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa de Bolsonaro.

O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão e estava detido na Papudinha, mas precisou ser transferido para o hospital no dia 13 de março, após passar mal.

Bolsonaro passou por mais de 140 atendimentos médicos

Desde que passou a cumprir pena na Papudinha, em janeiro deste ano, Bolsonaro foi atendido por médicos 144 vezes. Os dados constam em relatório do Núcleo de Custódia da Polícia Militar e foram usados pelo ministro Alexandre de Moraes para negar um dos pedidos de prisão domiciliar feitos pela defesa do ex-presidente.

Além do número de atendimentos, também foi divulgado que o político recebeu 36 visitas de terceiros, realizou 33 caminhadas, fez 13 sessões de fisioterapia, foi atendido pelos advogados 29 vezes e pediu assistência religiosa em quatro dias, além de ter "visitas permanentes" da família.

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