Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos na Papudinha
O ex-presidente realizou ainda 33 caminhadas e fez 13 sessões de fisioterapia.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi atendido por médicos 144 vezes desde que passou a cumprir prisão na Papudinha, em janeiro deste ano. Os dados são de um relatório do Núcleo de Custódia da Polícia Militar e foram usados pelo ministro Alexandre de Moraes para negar novo pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro na segunda (2).
Além do número de atendimentos, também foi divulgado que o ex-presidente recebeu 36 visitas de terceiros, realizou 33 caminhadas, fez 13 sessões de fisioterapia, foi atendido pelos advogados 29 vezes e pediu assistência religiosa em quatro dias, além de ter “visitas permanentes” da família.
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Papudinha oferta “plena garantia da dignidade", diz Moraes
As informações, segundo Moraes, mostram “plena garantia da dignidade da pessoa humana” na Papudinha, onde está desde 15 de janeiro para cumprir a pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe.
Na decisão em que nega a prisão domiciliar, o ministro destaca que os encontros com deputados, senadores e governadores demonstram “intensa atividade política” e indicam “boa condição de saúde”.
No mais recente pedido de prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, já negado, a defesa alegou que o ex-presidente apresenta doenças e múltiplas comorbidades.
Perícia realizada pela Polícia Federal reconheceu o “quadro clínico de alta complexidade”, mas apontou que as doenças estão controladas e não há “necessidade de transferência para cuidados em nível hospitalar”.
Rotina de Bolsonaro na Papudinha inclui leitura e caminhada
Moraes ainda destacou como base para negar o pedido informações da perícia médica realizada por Bolsonaro no local. O ex-presidente afirmou à Polícia Federal que teve “melhora significativa” no sono.
Na rotina descrita pelo ex-presidente, ele acorda às 5 horas, mas costuma levantar às 8 horas, quando toma café e banho. Pela manhã, ele disse se “dedicar à leitura diária”. No início do ano, Moraes autorizou Bolsonaro a diminuir a pena com a leitura de obras literárias.
Pela tarde, o ex-mandatário almoça e repousa por 20 minutos após a refeição. Depois, costuma assistir a programas esportivos na TV e conversar com o policial que fica na guarda externa do alojamento. Finalmente, faz caminhada de um quilômetro e dorme às 22 horas.