Pesquisa da CDL aponta apoio da população à mudança da Câmara ao Centro e mostra potencial da área
Para 74% dos entrevistados, a ida do Legislativo ao bairro será "importante" para a Cidade.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Opnus, a pedido da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, mostra um cenário de conexão da população com o Centro da cidade e apoio da maioria dos entrevistados à transferência da sede da Câmara Municipal para a região central da Cidade. Segundo os dados coletados em fevereiro de 2026, 84% dos fortalezenses seriam favoráveis à mudança.
A proposta de levar a sede da Câmara Municipal ao Centro é antiga, mas foi confirmada recentemente com o anúncio do presidente da Casa, Léo Couto (PSB), que anunciou, inclusive, o prédio do antigo Mucuripe Club como local para receber a estrutura do Legislativo.
De acordo com a pesquisa, para 74% dos cidadãos, a mudança é considerada importante para a cidade. Esse índice é composto por 50% que classificam a iniciativa como "importante" e 24% como "muito importante". Por outro lado, 10% da população se declarou contrária à mudança.
Jovens lideram a aprovação
O recorte demográfico da pesquisa traz um dado relevante para o planejamento urbano da Cidade: o projeto de mudança da sede legislativa tem seu maior apelo entre as novas gerações. Entre os jovens de 16 a 24 anos, a aprovação atinge o índice de 89%.
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O fluxo no coração da cidade
O levantamento aponta ainda que o Centro mantém relevância e tem potencial para atrair mais pessoas. De acordo com os resultados, 55% da população frequenta a região ao menos uma vez por mês. Dentro desse contingente, destaca-se um grupo fiel de 20% dos entrevistados que afirma ir ao Centro semanalmente.
A pesquisa também indica que a região é amplamente conhecida: apenas 1% dos moradores de Fortaleza afirma nunca ter ido ao Centro. Outros 33% visitam a área pelo menos uma vez ao ano.
Dados técnicos
A pesquisa quantitativa foi realizada entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2026, ouvindo 1.200 pessoas com 16 anos ou mais em Fortaleza. O levantamento tem margem de erro de 3% e nível de confiança de 95%. As entrevistas foram feitas de forma pessoal (face a face), com aplicação de questionário estruturado e auditagem georreferenciada.