Vendas avançam e comércio cearense mira ampliação de horário e de capacidade de funcionamento

Vendas em Dia das Mães e Dias dos Namorados ajudaram a recuperar parte das perdas do setor, apontam empresários, que demandam mais flexibilização ao Estado

Legenda: Empresários afirmam que horário atual não é suficiente para recuperação
Foto: Helene Santos

Com a retomada das atividades econômicas iniciada em abril, o comércio cearense já nota a reação nas vendas. De acordo com empresários do setor, o desempenho em maio e junho, com Dia das Mães e Dia dos Namorados, ajudou a recuperar parte das perdas do segmento.  

O presidente Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL), Assis Cavalcante, aponta que os números deste ano estão melhores até que antes da pandemia.  

"O auxílio emergencial tem ajudado. Agora em julho temos a antecipação do 13º dos servidores público, que também vai ajudar nas vendas. Além de ser mês de férias”, projeta. 

A demanda do setor varejista agora é para a ampliação do horário para abertura às 9h das lojas de ruas e às 10h de shoppings, e capacidade de funcionamento das lojas para 80%. 

"Com mais tempo de loja aberta, vendemos mais. É o nosso próximo pedido ao governador na reunião da semana que vem”, afirma o presidente da CDL Fortaleza.  

Cautela na retomada 

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL), Freitas Cordeiro, alerta que ainda é preciso ter cautela.  

"A situação não nos deixa tranquilos, nosso estado está numa faixa de estabilidade, mas temos alguns indicativos de queda. Muita gente está achando que é momento de relaxar, mas não é ainda. A surpresa boa é que a vacinação está caminhando, temos um bom ritmo”, afirma.  
Freitas Cordeiro
presidente da FCDL Ceará

Ampliação de horário e capacidade 

Com a manutenção das medidas do decreto estadual, o comércio de rua segue funcionando de 10h às 19h e de shopping, das 12h às 22h, com capacidade limitada de 50%. As regras, no entanto, não valem para o Cariri, que segue com restrições.  

Em anúncio ontem, o governador Camilo Santana informou que deve fazer um pacto com o setor produtivo para garantir que não haja um retrocesso nos números da Covid-19. 

Freitas Cordeiro aponta que a expectativa é que sejam garantidos subsídios para o setor. “Nós precisamos de apoio, concessões e benefícios mais que nunca”, ressalta.  

Já Cavalcante prevê que a responsabilidade seja dividida com os empresários. “É a hora de dar vez e voz para nós empresários, deixarmos cumprir os protocolos. É o nosso papel social, sabemos o que tem de ser feito”.  

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