Venda de imóveis cresce 5% em Fortaleza e Região Metropolitana em 2020

Os maiores volumes de vendas foram registrados nos bairros Aldeota, Parque Dois Irmãos e Messejana, em Fortaleza; e nos municípios de Eusébio e Maracanaú

Legenda: Os maiores volumes de vendas de imóveis em Fortaleza foram registrados nos bairros Aldeota, Parque Dois Irmãos e Messejana
Foto: Arquivo

O volume de vendas de imóveis subiu 5% na Capital e Região Metropolitana em 2020 comparado ao ano anterior, mostra levantamento do Sindicato da Indústria de Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE). A pesquisa tem como base o monitoramento de cerca de 250 empreendimentos e 83 construtoras/ incorporadoras. 

Segundo o diretor de Estatística do Sinduscon Ceará, Sérgio Macedo, esse crescimento se consolidou após a volta do lockdown no ano passado, quando o setor de construção civil retomou as atividades. “Houve um crescimento exponencial no mercado imobiliário”, apontou Macedo. 

O levantamento mostra que 5.052 imóveis foram vendidos em 2020, enquanto em 2019 foram comercializados 4.819 imóveis, resultando na alta de 5%.

Os maiores volumes de vendas foram registrados nos bairros Aldeota, Parque Dois Irmãos e Messejana, em Fortaleza; e nos municípios de Eusébio e Maracanaú, de acordo com o Sinduscon-CE. 

O presidente do Sinduscon Ceará, Patriolino Dias de Sousa, destacou a importância da pesquisa do mercado imobiliário de Fortaleza e Região Metropolitana. "Com isso, oferecemos os subsídios necessários para que nossos associados consigam desenvolver os empreendimentos de forma mais assertiva, o que torna o mercado mais saudável", realçou.

Quase R$ 2 bilhões 

A pesquisa usou comparativos de lançamentos, vendas, ofertas, distratos, preço do m² comercializado, Valor Geral de Vendas (VGV), Vendas Sobre Oferta (VSO) e dados por bairros. O VGV alcançado em 2020 foi de R$ 1,9 bilhão. Já em 2019, esse valor chegou a R$ 2,08 bilhões, informou o sindicato.  

No comparativo com 2019, houve crescimento de 38% do VGV dos apartamentos direcionados a financiamentos pelo Minha Casa, Minha Vida MCMV (2ª e 3ª faixa); de 11% das casas de alto padrão; e 27% das casas pelo MCMV (2ª e 3ª faixa). 

Tipos de moradia 

Grande parte do avanço imobiliário vem dos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida, afirmou Sérgio Macedo. 

“Mercado Minha Casa, Minha Vida passou a ter um patamar de talvez uns 20% a mais de venda com relação aos anos anteriores. Desde 2016, vem com um crescimento constante. Já com relação ao mercado médio e alto padrão, em 2020, as vendas foram abaixo do ano de 2019, mas quando chegou em novembro e dezembro, teve um crescimento bastante substancial”, salientou. 

O resultado levou o mercado de imóveis de médio e alto padrão a um patamar considerado adequado.

“Já passou por uma média que a gente acredita que seja o tamanho do mercado de Fortaleza, em torno de 200 unidades/mês. Estamos chegando a um patamar de vendas que já chega ao padrão normal de 2015/2016. Isso é ótimo pro mercado, já que nós passamos os últimos cinco anos em crise”, explicou o diretor do Sinduscon. 

Lançamentos imobiliários

Entre os novos projetos apresentados, o destaque também foi para os apartamentos de médio e alto padrão, com incremento médio de 325% em 2020, se comparado a 2019. No ano de 2020, foram lançadas, por mês, uma média de 98 unidades, ritmo que era de 23 unidades por mês em 2019. 

Já os números de dissoluções de contratos reduziram 63% entre 2019 e 2020. Em 2019, foram ao todo 1.356 distratos. Em 2020, foram contabilizados 503, revelou o levantamento. 

Para Sérgio Macedo, a tendência do mercado imobiliário em todas as frentes é de crescimento. O diretor também destacou que o momento é vantajoso para os consumidores que procuram tanto investir quanto adquirir imóveis para moradia. 

“Hoje, investir no mercado imobiliário talvez seja o melhor negócio, principalmente com a taxa de juro muito baixa. Para quem vai investir, a taxa de retorno de aluguel está melhor que qualquer aplicação do mercado. E para quem vai morar, está comprando um empreendimento com a taxa de juros muito baixa. Se fizer uma conta, vai ver que a redução da parcela é substancial”, defendeu. 

 

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