Sebrae 2021: os próximos passos da entidade

Serviço irá expandir foco nas ações on-line, além de desenvolver novas parcerias para levar o empreendedorismo a mais áreas do Ceará

Legenda: Para 2021, o Serviço irá continuar a incentivar a capacitação para os pequenos empreendedores
Foto: Shutterstock

Manter o investimento na capacitação do empreendedor local e ampliar o alcance das ações estabelecidas para o futuro. Esse será o mote do Serviço de Apoio para as Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae/CE) em 2021. Com os desafios impostos pela pandemia da Covid-19 no mundo e o impacto na economia no Estado, o próximo ano da instituição terá foco nas iniciativas bem-sucedidas deste ano e novas abordagens para auxiliar o pequeno empresário. 

Joaquim Cartaxo, superintendente do Sebrae/CE, destaca que o fortalecimento de parcerias será uma das diretrizes de 20121, com a ampliação da rede integrada de atendimento do Serviço. “Uma destas ações é a parceria firmada recentemente com o Sesi para ampliar, no próximo ano, as ações do Programa Empreendedor do Futuro, destinado a alunos do Ensino Fundamental e Médio, nas escolas da Rede SESI no Estado”, conta. Dessa forma, complementa, será possível expandir as ações de educação empreendedora junto dos parceiros do Sistema S. 

Por conta do período de isolamento, o número de cursos on-line disponíveis cresceu no Sebrae. De acordo com Cartaxo, neste ano, houve o surgimento de um público novo, que não estava habituado com o uso cotidiano de tecnologias como meio de aprendizado, mas que precisou se adaptar para ter acesso a novos conhecimentos. O superintendente explica que todos os produtos e soluções do Serviço estão sendo modificados para acesso on-line ou de forma híbrida. “Desse modo, será possível assistir a um número maior de pequenos negócios rapidamente e com menor custo.”

Acerca dos aprendizados do ano de 2020, Cartaxo elenca a mudança no modo de operação tanto do Sebrae quanto das empresas, como forma de se adaptarem à situação imposta pela pandemia. Outro ponto foram as oportunidades que os empreendedores aproveitaram durante o contexto, como o desenvolvimento de novos processos e produtos, e o atendimento para consumidores que não estavam habituados ao consumo de forma remota. 

Desafios para o empreendedor cearense

Na avaliação de Cartaxo, em um curto espaço de tempo, “a maioria dos pequenos negócios realizou as adaptações necessárias para atender aos protocolos de segurança e continuar os empreendimentos, e muitos deles apresentando crescimento”. No Ceará, os pequenos negócios representam 93,9% das empresas formalizadas, correspondendo a quase 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado

Segundo Joaquim Cartaxo, já é possível observar a reação da economia cearense, com o PIB do terceiro trimestre registrando um crescimento de 16,7%, puxado pelos setores da Indústria e Comércio. “Com certeza os pequenos negócios desempenharam um importante papel nesta reação da economia, fruto desta capacidade de se adaptar mais rapidamente às adversidades”.

No caso dos Microempreendedores Individuais (MEI), houve também um aumento na formalização dos empreendedores, com 69.426 novos registros no período de janeiro a novembro deste ano, o que representa 84,6% do total de empresas abertas no Estado. 

Projeto Revita

Em 2020, uma das principais iniciativas do Serviço foi o Projeto Revita, que serviu como aporte de consultoria para empreendedores em processo de retomada e como parceiro para diferentes instituições. Joaquim Cartaxo prevê que, até meados de 2021, ainda será possível sentir os efeitos da crise, o que garante a manutenção do Revita para que as empresas continuem a ser assistidas. 

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