Restrição do novo decreto para hospedagens em hotéis não preocupa setor

Apesar de lamentar a proibição de eventos particulares e a restrição de horários, os representantes do setor afirmam que as medidas estão dentro do esperado

Escrito por Redação,

Negócios

As restrições impostas pelo decreto de isolamento social específico para o fim de ano no Ceará, publicado no Diário Oficial do Estado na noite de sexta-feira (11), não vão provocar grandes mudanças para o setor hoteleiro, segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (Abih- CE), Régis Medeiros. 

Mesmo tendo cogitado a preparação de ceias de Ano Novo nos restaurantes dos hotéis, os dirigentes já contavam com a possibilidade da negativa do governo. A alternativa será oferecer jantares nos espaços, como de praxe, obedecendo a regra para fechamento às 22h, conforme o novo decreto.  

O limite de ocupação dos quartos e apartamentos de hotéis e pousadas ficou definido para três adultos ou dois adultos com três crianças. De acordo com Régis Medeiros, “é um bom número” e não afeta as hospedagens já fechadas, já que costuma ser o normalmente adotado pelos estabelecimentos.  

Selo Lazer Seguro

Em relação à obrigatoriedade da aquisição do Selo Lazer Seguro, emitido pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o presidente da Abih afirma que não haverá dificuldades, já que os hotéis vêm cumprindo os protocolos anteriormente estabelecidos pelo Governo do Estado.  

O selo deve ser obtido após cadastro na plataforma digital da Sesa. Para receber o selo, o estabelecimento precisa cumprir requisitos como apresentar documentos que comprovem os procedimentos de limpeza e higienização e atualizar a licença sanitária. Também é necessário testar todos os funcionários e disponibilizar materiais educativos com dicas de prevenção à Covid-19.  

Para a presidente do Visite Ceará, Ivana Bezerra, o setor hoteleiro acabou saindo em vantagem com a mudança do decreto que aumenta o limite de ocupação de 60% para 80%. A demanda vinha sendo discutida desde novembro. 

“Pra hotelaria, de uma forma foi bom poder chegar a 80% de ocupação, em compensação, a redução do horário de restaurante complicou, principalmente pra noite de Ano Novo as pessoas só poderem ficar até 22h. E também a questão das festas. Aguns locais já estavam com festa programada pra até 100 pessoas, em ambiente aberto”, disse a presidente. 

Eventos corporativos

Porém, o prejuízo vem com o recuo no horário de funcionamento dos restaurantes, permitido, agora, até as 22h. E com a proibição de todos os tipos de eventos, incluindo corporativos, já que muitos hotéis têm espaços voltados para essas atividades. 

A presidente do Visite Ceará lembra que o faturamento já foi “bastante afetado”, com o cenário da pandemia, e que alguns hotéis tinham programação corporativa fechada até, pelo menos, 21 de dezembro. Portanto, sob este aspecto, saíram prejudicados, segundo Bezerra. 

 

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