Grupo Fictor pede recuperação judicial após ter feito proposta por compra do Master

Segundo a empresa, liquidação do Master atingiu diretamente a Fictor Invest e Fictor Holding.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:00)
Recepção moderna de um escritório da empresa Fictor. Há um balcão amplo com tampo claro, duas estações de atendimento e um vaso com orquídeas brancas. Ao fundo, a parede exibe o logo “Fictor” com uma seta verde. Grandes janelas iluminam o ambiente com luz natural e há plantas decorativas ao redor.
Legenda: Grupo Fictor solicitou prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.
Foto: Reprodução/Fictor.

O grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial em São Paulo após ter realizado, junto de investidores árabes, uma proposta de compra do banco Master. Segundo a empresa, a decisão tem o objetivo de garantir a operação da empresa e a manutenção dos empregos gerados por ela. 

A recuperação oficializa, então, a renegociação de compromissos financeiros que chegam a R$ 4 bilhões. 

Em dezembro de 2025, o grupo atrasou pagamentos a investidores e se tornou alvo de questionamento do órgão fiscalizador do mercado de capitais, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Apesar disso, informou a intenção de normalizar os pagamentos até o dia 12 de fevereiro. 

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Além da recuperação, a empresa teve R$ 150 milhões bloqueados pela Justiça de SP na semana passada. O valor seria uma garantia em contratos para operação de cartões de crédito empresariais feitas pela Fictor Pay, fintech do grupo. 

Agora, a empresa solicitou um prazo de 180 dias para suspensão de cobranças. "Neste período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interromper as operações", pontuou o Fictor, em comunicado. 

Tentativa de compra do Banco Master

O pedido de recuperação solicitado pelo Fictor foi justificado como consequência da crise de liquidez originada em novembro, período em que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

Na época, um consórcio comandado por um dos sócios do grupo fez proposta para adquirir o banco. Entretanto, a operação foi suspensa por decisão da autoridade monetária. 

O banqueiro Daniel Vorcaro foi preso na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), já no dia 17 de novembro e, no dia seguinte, o Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central.

Conforme o Fictor, o episódio atingiu "duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding". 

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