Complexo do Pecém terá nova usina térmica com investimento de R$ 6 bilhões

Usina terá capacidade maior do que as quatro térmicas em operação no complexo.

Foto do Complexo Industrial e Portuário do Pecém.
Legenda: Complexo Industrial e Portuário do Pecém terá nova usina térmica movida a gás natural.
Foto: Thiago Gadelha.

O Complexo Industrial e Portuário do Pecém terá uma nova usina térmica movida a gás natural, com construção avaliada em R$ 6 bilhões e previsão de início das obras ainda no primeiro semestre de 2025.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (24) durante o evento de apresentação dos resultados portuários de 2025.

O projeto de construção da térmica, chamado de Projeto Jandaia, será executado pela Eneva e a Diamante, empresas que atuam na cadeia do gás natural e eletricidade.

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A térmica deve movimentar 18 milhões de m³ de gás natural em um ano de operação.

A capacidade é maior que todas as quatro usinas térmicas que já existem no Complexo do Pecém, aponta Max Quintino, presidente do empreendimento. 

O início das operações está previsto para 2030. Para que o projeto seja confirmado, precisa ser selecionado no leilão de reserva de capacidade, realizado pelo Governo Federal em 18 de março. 

“Quando o leilão sai, essas empresas já saem com o compromisso de quando elas já têm que injetar energia no grid (rede elétrica), então essa energia tem que ser injetada em 2030. Estamos muito animados com a vitória do nosso projeto”, projeta Max Quintino. 

NOVO PÍER VOLTADO PARA GÁS NATURAL

O projeto de construção da térmica não é recente, mas só teve andamento acelerado a partir da compra pela Eneva. 

“Foi uma negociação muito rápida que nós tivemos. A Eneva e a Diamante toparam fazer um investimento, assumiram o projeto que a gente tinha. Não é um projeto novo, mas que não estava andando”, explica.

Além da nova usina, o complexo receberá um novo píer, com investimento de R$ 430 milhões. A instalação, chamada de píer zero, será voltada para transporte do gás natural. 

“Vai ter um navio estacionado, que a gente chama de FSRU, que vai prover o gás e se conectar com essas térmicas. E nas nossas tratativas, a gente terá um volume de gás excedente, não só que atenda às térmicas, mas que também possa ofertar para as nossas indústrias e usar como atrativo para novas indústrias”, afirma. 

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