Família de criança com leucemia abre vaquinha para custear despesas do tratamento

Diagnosticado com câncer desde os 3 anos de idade, Lucas busca se recuperar do transplante de medula óssea realizado em julho deste ano

Legenda: Lucas, 8 anos, precisou se mudar para São Paulo a fim de conseguir prosseguir com o tratamento da leucemia
Foto: Arquivo pessoal

É com sorrisos fáceis e brincadeiras que o pequeno Lucas Costa Bezerra, 8 anos, vem lutando contra o câncer desde os 3 anos de idade. A doença foi descoberta após os pais perceberem o surgimento de glândulas no pescoço da criança e o levarem ao hospital. Cinco anos depois, entre melhoras e recaídas, familiares abriram uma vaquinha online para conseguir custear as despesas do tratamento. 

A descoberta da leucemia ocorreu quando médicos apontaram um aumento na quantidade de leucócitos, comumente conhecido como glóbulos brancos. Uma vez realizada a biópsia, Lucas passou dois anos em tratamento em Fortaleza, antes de a doença reincidir em 2016.

Apesar de todas as dificuldades, o pequeno segue com a alegria. Gosta de escrever, desenhar, escutar música, dançar e até jogar bola, quando está forte o bastante para a atividade. 

“Ele nunca está mal, está sempre está alegre, feliz. Isso energiza muito a gente. Por mais que esteja passando por essas dificuldades, não fica para baixo”, compartilha o pai, Rommel Batista Bezerra, 53 anos.

Para proporcionar um tratamento com os melhores especialistas do Brasil, a família precisou reestruturar o próprio cotidiano. Lucas e a mãe, Febrônia Rejane de Oliveira, se mudaram para São Paulo em 2016, a fim de iniciar o tratamento no sudeste, enquanto o pai permaneceu trabalhando na capital cearense.

Por ser ainda muito novo e ter síndrome de down, às vezes não compreende o contexto do que está acontecendo, mas sempre mantém a força para sustentar a si mesmo, os pais e mesmo os dois irmãos, Maria Eduarda e João Vitor, com respectivamente 15 e 22 anos. “Ele tenta fazer a gente rir. Gosta de ser o centro das atenções quando ele percebe que a gente está rindo de uma palhaçada que ele fez”, finaliza Rommel.

Legenda: Para tentar combater o câncer, o pequeno Lucas passou por um transplante de medula recebido pelo irmão mais velho, João Vitor, 22 anos
Foto: Arquivo pessoal

Luta

Mesmo com o tratamento em São Paulo, a doença persistiu e Lucas precisou passar por um transplante de medula. “Eu, minha esposa e meus filhos apresentamos 50% de compatibilidade. Nesses casos, os médicos dizem é melhor do que uma pessoa que não é da família, com 80 ou 90% de compatibilidade”, explica Rommel. 

Em julho deste ano foi realizado o procedimento de transplante a partir da medula do irmão mais velho, João Vitor, 22 anos. “O procedimento costuma ser simples, o que é muito complicado é o pós-transplante”, declara o pai. Durante esse período, o organismo pode rejeitar o corpo estranho, uma vez que é necessário matar a medula comprometida e inserir a nova.

Apesar de toda a expectativa de cura, os médicos apontaram mais uma reincidência do câncer neste mês, compartilha Rommel. Para manter o tratamento e seguir em luta, a vaquinha será essencial para reduzir os impactos financeiros na família.

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