'Que História É Essa, Porchat?' será temático com melhores momentos e trechos inéditos

A temporada do programa este ano tinha 40 episódios previstos, mas as gravações foram paralisadas por conta do novo coronavírus

Legenda: Quatro episódios haviam sido gravados para a nova temporada antes da paralisação
Foto: Foto: reprodução/Instagram

Quando Fábio Porchat, 36, propôs ao GNT fazer um programa que girasse em torno de histórias contadas por famosos e anônimos, a primeira reação da emissora, segundo ele, foi de estranhamento: "'Pera aí, mas só histórias, mas não vai ter uma competição de histórias?', questionaram. E eu disse: 'Não, gente, vamos simplificar, são só histórias'".

Dessa forma surgiu o Que História É Essa, Porchat?, atração que virou sucesso de público na TV a cabo, viralizou nas redes sociais e ganhou o prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), como melhor programa de TV de 2019.

Para a segunda temporada, que estreou no dia 10 de março de 2020, eram previstos 40 episódios. Quatro deles foram exibidos, porque já tinham sido gravados. Mas, com o avanço da pandemia do novo coronavírus, as gravações foram paralisadas, já que no formato da atração a participação do público da plateia é fundamental.

A partir desta terça-feira (7) e durante todo o mês de abril, o programa terá edições temáticas, com as melhores histórias da temporada passada sobre amor e sexo, acontecimentos sobrenaturais, trabalho e profissão, e viagens de avião. O apresentador diz que haverá trechos inéditos que não foram exibidos em 2019.

Além disso, desde o último dia 31, Fábio Porchat faz no Instagram do GNT uma live, antes da exibição do programa, com anônimos e famosos que estiverem interagindo durante a transmissão para ouvir e compartilhar suas experiências mais inusitadas.

E no Instagram do Porta dos Fundos, que é responsável pela produção da atração, Porchat comanda aos domingos, às 15h, a live Que História É Essa, Vovó?, em que diverte e conversa com pessoas mais velhas de todo o Brasil.

Coach de Histórias

Apesar de ter um formato simples, Porchat conta que é necessária uma ampla pesquisa para chegar às histórias do programa. Ele afirma que o seu papel é fazer com que os convidados sejam os melhores contadores de histórias possíveis.

"De antemão, eu sempre sei todas as histórias, da plateia e dos famosos justamente para levantar a bola, fazer as perguntas, fazer os links entre os convidados e as minhas histórias", diz.

No caso dos famosos, ele diz que, primeiro, eles pensam no nome de uma pessoa, a convidam a participar da atração e pedem para ela mandar a experiência que vai contar -se for algum amigo de Porchat, isso pode ser feito pelo WhatsApp mesmo.

Nem sempre a primeira história que o artista envia é aprovada pelo apresentador e pela equipe. Angélica, por exemplo, que participou da primeira edição da segunda temporada, teve duas delas recusadas em um primeiro momento. "Ela tinha mandado uma história por áudio, que a gente falou essa história é legal, mas...será que não tem outra? Ela mandou outra, na terceira a gente falou, é essa!"

Na atração, a apresentadora lembrou de quando estava grávida da sua filha, Eva, em uma viagem, e sentiu um mal-estar e teve de ser atendida em uma clínica veterinária.

Porchat diz que também já teve celebridades que não quiseram participar, porque afirmaram não saber ou não ter histórias interessantes para abordar, como a apresentadora Ana Furtado e a atriz Thalita Carauta. Segundo o humorista e apresentador, é melhor assim.

"Não adianta me oferecer o Barack Obama [ex-presidente americano]. Mas o Obama sabe contar história? Ele tem uma história boa? Se não tem, melhor não levar, porque, no fim das contas, o programa é só sobre histórias. Se tivermos três histórias ruins, o programa cai, né."

Já os anônimos, na primeira temporada, muitos deles foram amigos ou conhecidos de Porchat e da equipe de produção. Agora, com o sucesso da atração, o público manda histórias pela internet. No início do ano, o GNT também colocou cabines em shoppings de capitais para coletar histórias.

Alguns participantes são escolhidos na plateia. E há uma equipe que, segundo explica Porchat, atua como uma espécie de "coach de histórias" para ajudar a pessoa a contar melhor o que ela viveu. Para o apresentador, o formato do Que História É Essa, Porchat? funciona em qualquer lugar e poderia ser comercializado pelo GNT para outros países. "A versão portuguesa, com convidados portugueses, eu gostaria muito de fazer."

Questionado se convidaria políticos para participarem do programa, ele diz que, em princípio não, porque isso poderia "cair numa coisa errada". "Tem político que inclusive é artista. Quem sabe em 2022, 2023, eu não chame a Regina Duarte para contar uma história?"