Museu da Fotografia de Fortaleza reabre nesta sexta (18) com duas exposições

Equipamento cultural também abre duas novas mostras em shopping center de Fortaleza

Esta é uma imagem do museu da fotografia de fortaleza
Legenda: Museu da Fotografia de Fortaleza reabre após meses fechados por causa da pandemia
Foto: Celso Oliveira

A fotografia é um recurso que permite o ser humano ver o mundo através do olhar do outro. A partir desta sexta-feira (18), os fortalezenses voltam a ter acesso a outros olhares com a reabertura do Museu da Fotografia de Fortaleza (MFF), depois de meses fechado para atividades presenciais por conta do agravamento da pandemia no Ceará. 

O último decreto publicado pelo governador Camilo Santana autoriza a abertura de bibliotecas, museus e cinemas desde a última segunda-feira (14). O diretor do Museu da Fotografia de Fortaleza, Silvio Frota, conta que a liberação da reabertura desses equipamentos culturais foi inesperada, o que exigiu alguns dias para preparar tudo para a volta do público. Por essa razão, o museu decidiu retornar apenas no dia 18, com duas exposições: “O Olhar Não Vê. O Olhar Enxerga” e “Não Danifique os Sinais”

“Essas exposições têm curadoria do Diógenes Moura, que é um grande curador de fotografia. São exposições mais densas com um olhar totalmente diferente do que era (a curadoria) anterior, que era do Ivo Mesquita”.
Silvio Frota
diretor do Museu da Fotografia de Fortaleza

A mostra “Olhar Não Vê. O Olhar Enxerga” apresenta diversas temáticas subjetivas sobre a relação do homem com o próprio corpo. A exposição reúne fotografias e retratos de diferentes fotógrafos, cada um com a sua subjetividade, explica o produtor cultural do museu, Tomaz Maranhão. 

“Passeando um pouco pela exposição, você consegue ver um pouco da relação do homem com o corpo. A exposição é cercada por poemas e por textos do curador também. Dá pra ter uma noção, dá pra conseguir emergir de forma mais profunda através dos textos”, adianta Tomaz.

Já “Não Danifique os Sinais” aborda dois conflitos: o do homem com a própria espécie e o do ser humano com a natureza. A mostra conta, entre outros registros, com fotografias tiradas pelo fotógrafo Bruno Bernardi, nas quais ele documenta as consequências do rompimento da Barragem de Mariana (MG) em 2015. As duas exposições somam cerca de 370 obras, coloridas e em preto e branco.

“Também vamos encontrar, nesta exposição, uma série sobre o cangaço, em imagens e vídeos. Temos inclusive fotografias das abordagens policiais que levaram ao fim do grupo”, acrescenta o produtor cultural. 

Exposição em shopping

O MFF também abre neste sábado (19) duas exposições no shopping RioMar Fortaleza. O equipamento leva ao espaço 11 imagens do fotógrafo peruano Martin Chambi, além de 22 registros de Fortaleza, capturados entre os séculos XIX e XX. 

“Algumas molduras e quadros da Fortaleza antiga são tríplices, com três fotografias em uma moldura só, por exemplo. Essas imagens são do acervo do MFF, mas vieram também do acervo do Nirez”, conta Tomaz.

É a segunda vez que o museu expõe no shopping center com duas mostras simultâneas. Em maio, o equipamento realizou no espaço uma viagem pelo túnel do tempo da moda  com as mostras “Street Style”, do fotógrafo Léo Farias, e  "Grandes Olhares"

“Venham visitar o museu. Nós estamos abrindo com todos os protocolos de segurança. Tá bem seguro vir. É muito importante a gente aproveitar os espaços culturais até como forma de se reinventar, de ver cultura, de ver arte e também, de certa forma, ver entretenimento”, completa Tomaz.

 

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