Imortalizada por Lenine, "O último pôr do sol" ganha releitura por Ricardo Bacelar; assista clipe

Single do novo álbum do artista cearense é lançado nesta sexta-feira (1º) nas plataformas de streaming, juntamente a um videoclipe

Escrito por Redação,

Verso
Legenda: Realizado durante a pandemia de Covid-19 no próprio estúdio de gravação de Bacelar – o Jasmin Studio, em Fortaleza – o mais recente disco foi todo produzido pelo artista
Foto: Léo Costa

Talvez você saiba de cor "O Último Pôr do Sol", música de Lenine e Lula Queiroga. Lançada em 1993 no álbum "Olho de Peixe", de Lenine, a canção é uma das mais celebradas do músico pernambucano. Nesta sexta-feira (1º), uma releitura dela deve estender o fascínio. Quem assume as rédeas desse novo olhar é o pianista, compositor e arranjador cearense Ricardo Bacelar.

O single faz parte de um álbum, que será lançado no dia 5 de agosto. "Congênito" mergulha no cancioneiro nacional, apresentando renovados arranjos e interpretações de músicas assinadas por Chico Buarque, Gilberto Gil, Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso, entre outros gigantes. Uma aposta certeira de Bacelar, com o objetivo de revisitar composições queridas e experimentar sonoridades.

"O conceito do disco é de ser mesmo essa pesquisa de sons, de imersão e de contentamento", sintetiza o artista. No caso de "O Último Pôr do Sol" – lançada em todas as plataformas digitais e com um videoclipe no YouTube – o arranjo de voz da nova versão nasceu durante um sonho de Ricardo, e o perseguiu até a finalização. O músico mesclou instrumentos exóticos, a exemplo do dulcimer, de origem medieval  – semelhante a uma harpa – com piano, cordas e flautas.

Assim, o trabalho tem influência árabe, nordestina e também do samba de roda. Por sua vez, o videoclipe foi gravado nas dunas do Ceará e numa vila de pescadores. De certo modo, esse primeiro vislumbre para o público do que será "Congênito" bem resume a experiência do álbum completo. Nele, não há composições próprias, e Ricardo surge à frente nos vocais das 12 faixas.

Todo feito sozinho

Realizado durante a pandemia de Covid-19 no próprio estúdio de gravação de Bacelar – o Jasmin Studio, em Fortaleza – o mais recente disco foi todo produzido pelo artista. Sozinho. "O conceito que rege o álbum é ser todo acústico. Tem pouca coisa eletrônica. É tudo tocado à mão, apresentando uma estética sonora moderna, aliado à espacialização que o imersivo lhe dá".

Legenda: "O conceito do disco é de ser mesmo essa pesquisa de sons, de imersão e de contentamento", sintetiza o artista sobre o novo álbum, "Congênito"
Foto: Léo Costa

A imersão, nesse sentido, ficará por conta da tecnologia Dolby Atmos, ou Som em 3D, permitindo a escuta da ambiência dos instrumentos até na parte de trás da cabeça, por exemplo. A outra particularidade interessante do novo projeto, o fato de Ricardo cantar em todas as faixas, confere um charme e autoralidade a mais à empreitada. 

Apesar de não ser estreante na seara vocal – ele já havia gravado dois singles assim, um com Délia Fischer, outro a partir de uma parceria com Belchior, além de uma faixa no álbum "Sebastiana" – o músico conta ter sido intensa a experiência.

Legenda: Capa do single "O último pôr do sol", a ser lançado nesta sexta-feira (1º)
Foto: Divulgação

"Foi muito natural esse caminho. E eu sou um apaixonado pelo processo. Gosto do resultado, mas o processo me encanta. A manufatura, o acabamento, são coisas que gosto de fazer. A experiência de fazer tudo sozinho foi incrível porque você tem muita liberdade. Foi uma descoberta e um aprendizado". Apreciemos os belos frutos.

Serviço
Lançamento do single "O último pôr do sol", de Ricardo Bacelar
Nesta sexta-feira (1º), em todas as plataformas digitais; lançamento também de videoclipe da canção, no YouTube