Mulher leva bebê reborn para ser vacinada em UBS e causa confusão após ter pedido negado
Ela afirmou na ocasião que a vacinação do bebê reborn seria um pedido da filha
Uma mulher, não identificada, levou uma boneca — popularmente conhecida como bebê reborn — para vacinar em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. A informação é do g1.
Além do objeto, ela estava acompanhada da filha de 4 anos, levando a médica acreditar que o atendimento seria para a criança. Após solicitar a carteira de vacinação, a profissional recebeu a proposta da mulher.
Ela queria vacinar o brinquedo com o objetivo de filmar e publicar em suas redes sociais, de acordo com a secretaria municipal de saúde de Itajaí. Ao receber a negativa da médica, ela ficou exaltada e deixou a UBS.
Profissionais ainda tentaram explicar que os materiais não poderiam ser usados para aquele propósito, e que seu uso é exclusivo para humanos. Ela afirmou na ocasião que o ato seria um pedido da filha.
"A mulher teria retrucado afirmando: 'o que é que tem? É só abrir uma seringa, só abrir uma agulha e fingir que deu'. Todos os profissionais, incluindo a vacinadora, se recusaram a fazer a simulação", afirmou a prefeitura ao g1.
Ainda de acordo com o portal, a mulher também teria procurado um posto distante de sua casa para a ação. A situação foi registrada em janeiro desde ano, e divulgada nesta semana.
Veja também
LIMITES DA BRINCADEIRA
Os bebês reborns não são um fenômeno atual, mas, aliados as trends da internet, ganharam uma nova dimensão e têm entrado em espaços e debates que questionam o limite do que é brincadeira e o que é questão de saúde pública.
Enquanto para muitos o ‘cuidado’ com esses seres é um hobby, para outros as bonecas viraram uma ferramenta de geração de views e, consequentemente, um monetizador.
No início deste mês, a advogada Suzana Ferreira usou suas redes sociais para compartilhar um caso diferente dos que ela costuma atender: a guarda de bebê reborn. O vídeo viralizou na internet e alimentou o debate sobre a febre das bonecas.
Segundo a advogada, o casal que disputa a bebê reborn lucrava com as redes sociais da boneca. Ela ainda ofereceu auxiliar a cliente na disputa pela mídia social.
Em todo Brasil, o assunto já posicionou sobre o assunto padres, prefeituras, psiquiatras, psicólogos, influenciadores e até parlamentos.
Um dos exemplos desse último é a Câmara do Rio de Janeiro, que aprovou um projeto para criar o 'Dia da Cegonha Reborn'.
>> Acesse nosso canal no Whatsapp e fique por dentro das principais notícias.