MC Ryan SP é apontado pela PF como líder de esquema para lavagem de dinheiro

Segundo investigações, o grupo movimentava cerca de R$ 1,6 bilhão de forma ilegal.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 10:03)
Pessoa vestindo roupas pretas posa diante de fundo cinza, usando chapéu bucket e óculos escuros, e segura com as duas mãos um colar de corrente dourada com um pingente grande e outro em formato de letra estilizada.
Legenda: MC Ryan SP foi preso durante cumprimento de mandados da "Operação Narcofluxo".
Foto: Sérgio Cyrillo/Divulgação.

O cantor Ryan Santana dos Santos, conhecido nacionalmente como MC Ryan SP, é apontado pela Polícia Federal como o líder de uma organização criminosa responsável por movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão ilegalmente. Ele foi preso na manhã de quarta-feira (15), alvo da "Operação Narcofluxo", deflagrada contra esquema de lavagem de dinheiro.

As investigações apontam que o artista teria utilizado empresas de produção musical e entretenimento para mascarar receitas legítimas com recursos de apostas ilegais. 

O cantor também teria feito uso de mecanismos de blindagem patrimonial, transferindo participações societárias para familiares e "laranjas". Tudo teria o objetivo de distanciar o capital do cantor.

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Além disso, as apurações demonstraram que os valores processados pelas operadoras eram, posteriormente, convertidos em imóveis de luxo, veículos de alto padrão, joias e outros ativos de valor.

Rodrigo de Paula Morgado, que se autointitula "contador", é citado pela investigação como principal operador do esquema. Ele foi preso na "Operação Narco Bet", também responsável por prender o influenciador "Buzeira".

Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei, também foi citado no esquema e acabou preso na quarta-feira (15). Ele é suspeito de ser o operador de mídia da organização, recebendo valores diretos para divulgar conteúdos dos artistas, além de promover plataformas de apostas e rifas.

Operação Narcofluxo

Mais de 200 policiais foram despachados para cumprir 5 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás; e no Distrito Federal.

A Polícia identificou que os suspeitos possuíam sistema para ocultação e para dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos.

Durante o cumprimento das medidas, a corporação afirma que foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas.

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