Dono da Choquei é um dos presos em operação contra MCs Poze e Ryan SP

Investigação visa desarticular uma organização criminosa ligada à lavagem de dinheiro.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 12:18)
Jovem sorridente usando boné vermelho e jaqueta jeans ao pôr do sol, em ambiente urbano, capturando uma foto para redes sociais.
Legenda: Raphael já foi alvo da Justiça em investigação sobre suicídio de jovem.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A Operação Narcofluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (15), também teve como alvo o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da Choquei, página de conteúdos variados na redes sociais. 

Raphael foi localizado em Goiânia, capital de Goiás, conforme apuração da CNN. Ele é suspeito de envolvimento com um esquema de lavagem de dinheiro. A mesma ação policial resultou na prisão dos MCs de funk Ryan SP e Poze do Rodo.

Segundo a PF, a operação desta quarta-feira tem como objetivo desarticular uma organização criminosa acusada de fluxo não registrado de caixa e de fazer transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.

Veja também

O que dizem as defesas?

Até o momento, a defesa de Raphael Souza ainda não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.

Já defesa de Poze afirmou ao g1 que desconhece os motivos para o mandado de prisão. "Com acesso aos mesmos (autos), se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”, declarou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.

Por sua vez, a equipe de Ryan SP afirmou que "até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos".

O que é a Operação Narcofluxo

Segundo a PF, a operação desta quarta-feira decorre de outras investigações sobre um grupo de esquema de lavagem de capitais.

Mais de 200 policiais foram despachados para cumprir 5 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás; e no Distrito Federal.

A Polícia identificou que os suspeitos  utilizavam um sistema para ocultação e para dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos.

Assuntos Relacionados