Ataque a tiros em escola pública do Acre deixa duas servidoras mortas
O crime aconteceu na tarde desta terça-feira (5) no Instituto São José, vinculado à rede estadual.
Duas servidoras foram mortas e outros dois ficaram feridos em um ataque a tiros em uma escola localizada em Rio Branco, no Acre. O crime aconteceu na tarde desta terça-feira (5), no Instituto São José, vinculado à rede pública estadual.
As funcionárias foram identificadas pelas autoridades de segurança locais como Alzenir Pereira e Raquel Sales Feitosa, ambas inspetoras da instituição.
Outra servidora foi baleada no pé e um aluno foi alvejado na perna, mas os dois conseguiram ser socorridos para uma unidade de saúde, segundo o governo acreano.
O suspeito do atentado é um estudante de 13 anos, que teria entrado armado na instituição de ensino e efetuado os disparos no corredor que dá acesso à sala da diretoria. A arma seria do padrasto dele, que foi detido pela Polícia Militar.
"As circunstâncias do fato ainda estão sendo apuradas e a Polícia Civil do Acre já instaurou procedimento investigativo para esclarecer a motivação, a dinâmica da ocorrência e eventuais responsabilidades", publicou o Governo do Acre nas redes sociais.
Devido ao atentado, as aulas no Instituto São José estão suspensas até sexta-feira (8).
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Outros alunos sabiam que o ataque aconteceria
Segundo o g1, os alunos que estavam nas salas de aula fizeram barricadas com cadeiras para se proteger dos disparos — mas os tiros foram restritos ao corredor.
À Rede Amazônica Acre, o comandante do Batalhão de Operação Especiais (Bope), coronel Felipe Russo, detalhou que o aluno suspeito não teve acesso às salas e que outros dois estudantes, supostamente, sabiam que o ataque estava sendo premeditado.
O caso já tem repercutido nas redes sociais. Em nota publicada no X, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) descreveu o episódio como "brutal" e que "escancara a insegurança que tem atingido escolas". "Casos como esse reforçam a urgência da luta por paz nas escolas e pelo enfrentamento ao discurso de ódio que alcança a juventude de forma cada vez mais intensa. Não podemos naturalizar essa violência, escreveu a entidade.