Sogra de governador de Goiás é presa em operação contra migração ilegal para os EUA

Maria Helena de Sousa Netto Costa é apontada como chefe do esquema e pode pegar pena que chega a 23 anos.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Uma mulher de cabelos curtos e claros veste uma blusa branca rendada enquanto olha atentamente para alguém fora do campo de visão durante uma entrevista. O cenário ao fundo é composto por uma planta em um vaso azul e um porta-retratos, criando uma composição de ambiente interno sóbrio e iluminado.
Legenda: Maria Helena de Sousa Netto Costa é apontado como chefe de uma organização criminosa que facilitava migrações ilegais para os EUA.
Foto: Reprodução / Redes sociais.

Uma operação da Polícia Federal contra um grupo que auxiliava na migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos prendeu a sogra do atual governador de Goiás, o político Daniel Vilela (MDB). Maria Helena de Sousa Netto Costa é apontada como chefe do esquema.

Ela é suspeita dos crimes de promoção de migração ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas podem chegar a 23 anos de prisão em caso de condenção.

O Governo de Goiás emitiu nota afirmando que o esquema “não tem absolutamente nenhuma ligação” com o governador e a esposa dele, Iara Netto Vilela. “São fatos investigados desde meados dos anos 2000, segundo divulgou a própria Polícia Federal”, diz o texto.

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Defesa aponta "absoluta desnecessidade da prisão"

Além da sogra de Vilela, outras seis pessoas foram presas, bem como onze mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Goiás e no Amapá.

A defesa de Maria Helena ressalta a "absoluta desnecessidade da prisão preventiva" e informa que já está tomando providências para restabelecer a liberdade da cliente.

Esquema incluiria lavagem de dinheiro e soltura de imigrantes legais

Conforme a PF, o grupo levou mais de 470 brasileiros até os EUA de forma ilegal durante o período do inquérito, mas o número total pode passar de 600.

A organização era paga por pessoas que queriam se mudar para os Estados Unidos e atuava na logística do processo ilegal, que incluia embarque de avião até países da América Central e travessia a pé para os EUA.

Para lavagem de dinheiro e ocultação de rastros dos crimes, o esquema incluía também o uso de empresas de fachada.

Áudios que compõem a investigação da PF mostra que Maria Helena também afirmava ter experiência em soltar imigrantes ilegais que acabaram presos nos EUA, segundo o g1.

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