Corpo de cão Orelha é exumado para nova perícia

Foi levantada a importância de esclarecimentos para apurar se houve coação no caso.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Foto do cão orelha.
Legenda: Investigações seguem em segredo de justiça.
Foto: Reprodução.

O corpo do cão Orelha foi exumado para uma nova perícia. A ação partiu de um requerimento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), emitido na segunda-feira (9).

A exumação foi realizada pela Polícia Científica, na quarta-feira (11), segundo O Globo. No pedido, a entidade também demandou novas apurações pela Polícia Civil de Santa Catarina. Segundo o documento, o objetivo é “aprofundar as investigações”.

“A medida foi adotada após a análise do inquérito policial e dos Boletins de Ocorrência Circunstanciados”, informou o MPSC sobre a protocolação feita pelas Promotorias de Justiça que atuam no caso envolvendo os cães da Praia Brava, em Florianópolis.

De acordo com a 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e a 2ª Promotoria de Justiça da Capital, da área criminal, há a necessidade de complementação das investigações para o regular prosseguimento dos procedimentos.

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POSSIBILIDADE DE COAÇÃO

Também foi levantada pela 2ª Promotoria a importância de esclarecimentos específicos para apurar se houve ou não coação no curso do processo relacionado à morte do cachorro Orelha.

“Para isso, foram solicitados novos depoimentos. Na manifestação, a PJ também ressaltou que o caso ainda se encontra em fase investigatória, sem o ajuizamento de ação penal”, informou o MPSC.

O caso segue em segredo de justiça, já que envolve indiretamente adolescentes em procedimentos conexos.

OUTROS PEDIDOS DO MPSC

  • Aprofundamento de diligências relacionadas a quatro boletins de ocorrência circunstanciados;
  • Vídeos que tratam de atos infracionais, além de registros envolvendo os cães.

Foi estipulado, pela 2ª Promotoria de Justiça, o prazo de 20 dias, a contar do recebimento dos autos, para o cumprimento das diligências requisitadas.

“Após a juntada das novas informações, todo o material será analisado pelas Promotorias de Justiça, que adotará as providências cabíveis”, comunicou ainda o MPSC.

MORTE DE ORELHA

O cachorro comunitário conhecido como Orelha foi morto em Praia Brava, no norte da capital Florianópolis, no dia 26 de janeiro deste ano.

O cão tinha cerca de 10 anos e era um dos três cachorros mantidos como mascotes pela comunidade da área, que alimentava e cuidava dos animais.

O caso é apurado pelas autoridades como maus-tratos e mobilizou internautas, moradores da região, organizações de proteção animal e celebridades.

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