Casos de síndrome respiratória grave devem aumentar no País nas próximas semanas, diz Fiocruz

Nova onda de casos de Covid-19 e epidemia de Influenza agravam situação em todo o País

Legenda: Atendimentos por sintomas gripais têm aumentado
Foto: Thiago Gadelha/SVM

O Boletim InfoGripe, divulgado nessa sexta-feira (21) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta que a probabilidade de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é muito alta no Brasil na projeção das últimas seis semanas e as últimas três.  

A análise tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 17 de janeiro.

A estimativa é que o número de novos casos de SRAG é de cerca de 19,3 mil casos entre 9 e 15 de janeiro (semana epidemiológica 2). Já na semana epidemiológica 1, o número estimado foi de 15,8 mil. 

"Em termos de média móvel, passou de 13 mil para 16 mil casos semanais, representando um aumento de 23% em relação à SE 1", explica o boletim.

Comportamento nacional 

O boletim indica ainda que 22 unidades da federação apresentam ao menos uma macrorregião de saúde com nível de casos semanais de SRAG considerado muito ou extremamente alto. Somente Rondônia apresenta sinal moderado para os casos. 

"Praticamente todos os estados apresentaram sinal de crescimento anterior às SE 52 de 2021 (26/12/2021 a 1/1/2022) e SE 2 de 2022 (2/1/2022 a 8/1/2022), deixando claro que tal cenário é ainda anterior às celebrações de final de ano", explica o pesquisador Marcelo Gomes, coordenado do InfoGripe.

Apesar das outras síndromes respiratórias que avançam no País, a prevalência de casos positivos deste ano ainda é causada pela Covid-19 (64,4%). Em seguida, vem a Influenza A (22,6%), vírus sincicial respiratório (VSR) (3,6%) e Influenza B (0,2%). 

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