Legislativo Judiciário Executivo

Ministério das Mulheres repudia fala de assessor de Trump sobre brasileiras

Paolo Zampolli declarou que as mulheres do Brasil são uma "raça maldita".

Escrito por
Paulo Roberto Maciel* paulo.maciel@svm.com.br
(Atualizado às 12:04)
Imagem de uma pessoa de terno azul e gravata, com expressão séria, caminhando ao ar livre, com foco em sua face e traje formal.
Legenda: Conselheiro foi casado por mais de 20 anos com uma brasileira.
Foto: OLIVER BUNIC / AFP.

O Ministério das Mulheres publicou nessa sexta-feira (24) uma nota de repúdio contra a declaração do assessor especial do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, sobre meninas e mulheres brasileiras.

"A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa", afirma o comunicado.

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Em entrevista rede italiana RAI, na quinta-feira (23), Zampolli declarou que as mulheres brasileiras seriam prostitutas “programadas para arrumar confusão” e as chamou de "raça maldita".

Em resposta, o ministério reforçou que o ódio contra as mulheres não deve ser relativizado "sob o argumento da liberdade de expressão".

"O Ministério das Mulheres seguirá atuando para assegurar a proteção de meninas e mulheres, bem como na promoção de uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na justiça", encerrou a pasta.

Quem é Paolo Zampolli?

Empresário ligado à alta sociedade de Nova York, Paolo Zampolli também é um amigo próximo do presidente norte-americano Donaldo Trump.

Zampolli já foi casado por 20 anos com a brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos. A relação, porém, não era das mais saudáveis. Ungaro já chegou a denunciar o ex-marido por agressão física, psicológica e sexual.

A brasileira acabou deportada em junho de 2025 após acusações contra ela e seu novo marido, um médico brasileiro, de fraude, exercício ilegal da medicina e outros crimes.

Uma reportagem do The New York Times sugere que Zampolli se utilizou de suas ligações com a Casa Branca para agilizar a prisão e a deportação da ex-esposa, com quem disputa a guarda do filho.

Zampolli já chegou a desmentir essa informação e desqualificou o episódio como "impreciso e politicamente motivado".

*Estagiário sob supervisão do jornalista Victor Ximenes.

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