Ministério das Mulheres repudia fala de assessor de Trump sobre brasileiras
Paolo Zampolli declarou que as mulheres do Brasil são uma "raça maldita".
O Ministério das Mulheres publicou nessa sexta-feira (24) uma nota de repúdio contra a declaração do assessor especial do governo dos Estados Unidos, Paolo Zampolli, sobre meninas e mulheres brasileiras.
"A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa", afirma o comunicado.
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Em entrevista rede italiana RAI, na quinta-feira (23), Zampolli declarou que as mulheres brasileiras seriam prostitutas “programadas para arrumar confusão” e as chamou de "raça maldita".
Em resposta, o ministério reforçou que o ódio contra as mulheres não deve ser relativizado "sob o argumento da liberdade de expressão".
"O Ministério das Mulheres seguirá atuando para assegurar a proteção de meninas e mulheres, bem como na promoção de uma sociedade baseada no respeito, na igualdade e na justiça", encerrou a pasta.
Quem é Paolo Zampolli?
Empresário ligado à alta sociedade de Nova York, Paolo Zampolli também é um amigo próximo do presidente norte-americano Donaldo Trump.
Zampolli já foi casado por 20 anos com a brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos. A relação, porém, não era das mais saudáveis. Ungaro já chegou a denunciar o ex-marido por agressão física, psicológica e sexual.
A brasileira acabou deportada em junho de 2025 após acusações contra ela e seu novo marido, um médico brasileiro, de fraude, exercício ilegal da medicina e outros crimes.
Uma reportagem do The New York Times sugere que Zampolli se utilizou de suas ligações com a Casa Branca para agilizar a prisão e a deportação da ex-esposa, com quem disputa a guarda do filho.
Zampolli já chegou a desmentir essa informação e desqualificou o episódio como "impreciso e politicamente motivado".
*Estagiário sob supervisão do jornalista Victor Ximenes.