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Em sabatina de Messias, senador do PL diz que Caetano Veloso já 'pegou em armas'

Cantor se manifestou nas redes sociais sobre a fala de Marcio Bittar.

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Redação producaodiario@svm.com.br
foto do senador Marcio Bittar (PL-AC).
Legenda: Marcio Bittar teve fala rebatida pelo também senador Otto Alencar.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado.

Em discurso na sabatina de Jorge Messias no Senado, o senador Marcio Bittar (PL-AC) afirmou que o cantor Caetano Veloso "pegou em armas" durante a ditadura militar. Logo após a fala, no entanto, o senador Otto Alencar (PSD-BA) interveio e corrigiu a informação. "Caetano nunca pegou em armas, só pegou a vida inteira em violão", rebateu.

O próprio cantor se manifestou nas redes sociais, agradecendo o apoio de Otto por "restabelecer a verdade e desfazer mais uma fake news".

"Tenho horror a armas! Como bem foi dito, me muno apenas do violão, da palavra e da canção", escreveu o artista em publicação no X.

Registros históricos oficiais apontam que Caetano Veloso foi preso em 1968 acusado de "subversão e incitamento à desordem" devido a suas composições musicais durante a ditadura militar. Não há, entretanto, citação sobre o uso de armas pelo cantor ou participação dele em guerrilhas. O artista saiu do Brasil em 1969 para viver no exílio em Londres, onde permaneceu até 1972.

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Quem é Jorge Messias?

Jorge Rodrigo Araújo Messias, de 45 anos, natural de Pernambuco, é advogado-geral da União e foi indicado por Lula para assumir uma vaga de ministro do STF após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Ele tomou posse na AGU em 2023, mas é servidor público desde 2007, tendo atuado em diversos órgãos do Executivo, como o Banco Central e o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

A sabatina ocorre na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que votará sobre a indicação após a conclusão. Depois disso, o nome de Messias vai ao plenário para votação.

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