Seguro residencial em Fortaleza ainda é serviço pouco procurado por proprietários; veja benefícios

Garantia de proteção extra prevê ressarcimento em caso de destruição total ou parcial, tanto do imóvel como dos itens e objetos dentro dele

Legenda: Seguro residencial básico pode ser adquirido por cerca de R$ 150
Foto: Arquivo

Apesar de obrigatória e prevista em lei, a contratação de seguro residencial para casa ou apartamento próprio em Fortaleza ainda é caso raro. A prática é comum entre imobiliárias, mas para imóveis alugados, prevendo a proteção contra incêndio ou destruição, total ou parcial. No entanto, não há o hábito de contratação do serviço quando se trata de residência própria. O seguro, conforme as empresas, serve para garantir uma proteção extra do bem aos grandes incidentes ou acidentes, cobrindo até roubos e furtos, e abrangendo ainda assistências adicionais que vão desde o serviço de um chaveiro ao de um eletricista.

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De acordo com profissionais do mercado, há desconhecimento por parte da população acerca dos benefícios e do baixo custo do serviço. "O que acontece é o preconceito em achar que nunca vai acontecer, nunca vai ter um incêndio na sua casa. E o seguro é em conta, se você considerar que vai pagar entre R$ 200,00 e R$ 300,00 pelo residencial por ano, parcelado, e você vai ter um chaveiro 24h, alguém que vai consertar sua máquina de lavar e pagar só a peça. Para os benefícios que se tem, é muito em conta", ressalta o corretor Levi Maia.

"Diante das notícias dos mais variados sinistros que ocorrem em residências em nossa cidade e que na grande maioria não possuem qualquer tipo de cobertura de seguro, entendemos que a falta de informação e conscientização da necessidade de contratação é o principal motivo de tantas famílias perderem tudo o que construíram ao longo dos anos em minutos. Um seguro residencial é extremamente barato se relacionarmos por exemplo ao seguro de veículos. Uma casa segurada com cobertura para incêndio, queda de raio e explosão com cobertura de R$ 300 mil pode custar menos de R$ 300 por ano, ainda com assistência cobrindo vários serviços emergenciais como bombeiro hidráulico, eletricista, chuveiro", acrescenta o corretor Leniebson Rocha.

De acordo com Levi, o pacote mais básico custa em torno de R$ 150, com vigência anual. "A cobertura é imediata após a análise da seguradora, podendo ficar vigente 24 horas após a efetivação da proposta. A cobertura principal cobre danos causados por incêndios, queda de raios e explosão", pontua.

Valores e coberturas

Para chegar ao preço do seguro, entram variáveis como os valores contratados para cada cobertura. Por exemplo, na página do Bradesco, são apresentados sete planos, mudando apenas o prêmio referente a cada incidente. No pacote mais básico, de R$ 19,90 mensal, a indenização referente a incêndio, raio e explosão é R$ 50 mil. Para danos elétricos e roubo, o ressarcimento é de R$ 2 mil cada. Já no plano mais completo, de R$ 99,90 mensal, a compensação é de R$ 1 milhão em caso de acidente e R$ 20 mil em ocorrência de roubo ou danos elétricos.

E para análise do bem, de acordo com o gerente da sucursal da Porto Seguro no Ceará, Robson Moraes, é visto o tipo de construção do imóvel, a região em que a residência está, se é uma casa ou um apartamento, se está localizado em condomínio fechado, os valores e coberturas contratadas, se no imóvel existe algum sistema de segurança, como alarmes, dentre outros pontos. "Isso porque, fatores como esses, influenciam se o imóvel está mais exposto ou não a riscos", explica.

A orientação no momento da contratação, segundo Levi, é fazer o seguro com base no valor de mercado do imóvel. Com relação a cada item de cobertura, de acordo com especialistas, é importante imaginar qual seria a probabilidade e a despesa básica de cada incidente. Por exemplo, apostar no quesito roubo/furto caso a residência passe muito tempo vazia e não tenha nenhum sistema de proteção.

"Não trabalhamos com pacotes prontos, já que damos a liberdade para o cliente contratar o que precisa, mas é possível contratar um seguro residencial básico por menos do que um café por dia", pontua Robson. Para contratar, basta apresentar, na maioria dos casos, apenas o CPF e RG.

Cobertura ideal

Para o corretor Levi, o ideal é uma cobertura básica no valor do seu imóvel. "Se for no caso uma casa pequena, pelo menos uns R$ 50 mil para incêndio e R$ 20 mil de roubo, para contemplar geladeira, fogão, microondas, televisão e uma série de mobílias da residência. Isso é uma cobertura bem básica", orienta. No caso de desmoronamento, é preciso de uma cobertura específica. "Se não tiver contratado, entra na cobertura do condomínio", completa.

Para o edifício, o preço da apólice varia conforme o número de condôminos, se possui elevador, entre outras variáveis. Levi Maia explica que, geralmente, as coberturas envolvem incêndio, raio, explosão, queda de aeronave, desmoronamento, danos elétricos, despesas fixas e responsabilidade civil de portões, síndico e condomínio.

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