Saiba como fica a situação de clientes do Banco Will

Banco criado em 2017 tinha foco em clientes de média e baixa renda.

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Imagem do cartão Will Bank para matéria sobre como ficam os clientes.
Legenda: Na terça-feira (20), a Mastercard já suspendeu o uso dos cartões do Will Bank.
Foto: Divulgação/Will Bank.

Após o decreto de liquidação extrajudicial pelo Banco Central, nesta quarta-feira (21), os clientes do Banco Will têm se perguntado o que acontecerá com suas contas. Com 12 milhões de clientes e 1,1 mil funcionários, segundo a instituição, todos os cartões de clientes do banco serão cancelados e não poderão ser utilizados.

A Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento (Will Bank) é controlada pelo Banco Master, e chegou a movimentar R$ 7,5 bilhões em 2025, segundo a CNN Brasil. Na terça-feira (20), a Mastercard suspendeu o uso dos cartões. 

"Tenho saldo no #WillBank, o que vai acontecer com meu dinheiro? Não estou conseguindo fazer Pix e nem Ted para outra conta", escreveu o cliente Jardel Nascimento no X (antigo Twitter).

Em relação ao dinheiro aplicado, os clientes e investidores estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essa proteção vale para investimentos financeiros de até R$ 250 mil. 

Os valores que superam esse teto demoram a ser devolvidos, devido à finalização de todo o processo de liquidação.

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Ressarcimento dos clientes

No site oficial, o Banco Will reforçou que todo investimento é protegido pelo FGC para que os clientes não sofram perdas. Porém, o fundador da Cash Wise Investimento, Rafael Costa, destacou que confiar apenas no FGC pode ser um risco, já que pode haver a demora no ressarcimento. 

No caso do Banco Master, que controla o Banco Will, a previsão é que sejam desembolsados cerca de R$ 40,6 bilhões para 800 mil investidores

Banco Will

A instituição, criada em 2017, tinha foco em clientes de renda média e baixa. Além de ser voltado principalmente para o público jovem, também defendia a inclusão financeira. Cerca de 60% da base estava localizada no Nordeste. 

O Banco Central detalhou que "o Conglomerado Master era classificado como de crédito diversificado, porte pequeno e enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial, tendo como instituição líder o Banco Master S/A".

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