Recuo sobre limite de pessoas fragiliza e penaliza trabalhadores de eventos, avalia setor

Decreto publicado no último domingo (18) reduz pela metade o limite de pessoas em eventos sociais, culturais e shows. Sindieventos-CE e Visite Ceará lamentam a retração e reforçam que os protocolos estão sendo seguidos

Legenda: No último decreto de isolamento, o Governo do Estado alterou o limite de pessoas em eventos sociais e shows reduzindo para 100
Foto: JL Rosa

A redução da capacidade de pessoas em eventos sociais, culturais e shows na região de saúde de Fortaleza estabelecido no decreto estadual do último dia 18 deste mês é avaliado por empresários do setor de eventos como uma decisão que fragiliza a atividade e "penaliza quem está trabalhando com rigor e baseado em todos os protocolos". A análise é do Sindicato das Empresas organizadoras de Eventos e Afins do Estado do Ceará (Sindieventos-CE) e da fundação de promoção do turismo no Estado Visite Ceará.

A presidente do Sindieventos-CE, Circe Jane Teles, explica que o setor vem cumprindo rigorosamente os protocolos estabelecidos pelo Governo do Ceará e que a redução obriga a atividade a arcar com o ônus da irresponsabilidade em outras searas. "De alguns que estão ousando em aglomerar em lugares indevidos. O setor de eventos acaba pagando essa conta e a gente sofre com a incerteza provocada", diz.

Em decreto publicado no domingo, o Governo do Estado recuou e reduziu de 200 para 100 pessoas a lotação máxima em eventos sociais, festas e shows nos municípios que integram a região de saúde de Fortaleza. "Nos municípios de que trata esta Seção, fica reduzida para 100 (cem) pessoas a lotação máxima para eventos sociais, festas e shows", diz o documento.

Circe Jane lembra que o setor entende a necessidade de um rigor maior diante do crescimento da taxa de positividade da Covid-19 no Estado, mas pontua que a situação contribui para aumentar a fragilidade de um dos setores mais afetados pela pandemia. "Retarda aquela retomada gradual que nós achávamos que teríamos, então nós ficamos muito abalados", explica.

Esportes e congressos

Já os eventos esportivos e os congressos não se enquadram na redução estabelecida pelo Governo do Estado. Eles seguem, portanto, o que havia sido decidido no decreto do dia 3 de outubro. No caso dos eventos esportivos, são permitidas até 300 pessoas praticantes em ambientes abertos e até duzentas pessoas praticantes em ambientes fechados. A presença de público nesses eventos segue vetada.

Os congressos também seguem com a mesma regra: até 400 pessoas em ambiente cujo espaçamento mínimo entre os participantes seja devidamente respeitado, seguindo o protocolo específico para o setor. A presidente do Visite Ceará, Ivana Bezerra, avalia que, mesmo sem alteração nos congressos, esse recuo acaba repercutindo no segmento, já que as pessoas ficam mais receosas.

"Repercute um pouco na parte do corporativo, as pessoas acabam achando que a situação está bem pior. É muito possível fazer um casamento ocorrer com segurança, agora existem muitas aglomerações provocadas pelas campanhas políticas. O meu receio é que isso prejudique mais um setor que não tem culpa", diz Ivana.

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