Prévia da inflação de Fortaleza de 2020 sobe 5,79%; maior alta desde 2016

Índice divulgado hoje (22) pelo IBGE também é o maior resultado entre as regiões metropolitanas do País em 12 meses

Legenda: A cenoura é um dos destaques entre as altas nos preços dos alimentos no IPCA-15 de dezembro
Foto: Viviane Pinheiro

A prévia da inflação oficial de Fortaleza medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) apresentou aceleração ao passar de 0,66% em novembro para 1,24% em dezembro. Em 12 meses, o índice chega a 5,79% e é o maior do País. O resultado acumulado em 2020 também é o maior desde 2016 (8,50%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2019, o acumulado do IPCA-15 foi de 4,49%. Considerando o IPCA-15 de dezembro, Fortaleza teve o quarto maior resultado, ficando atrás de Curitiba (1,27%); Rio de Janeiro (1,28%) e Porto Alegre (1,53%). No trimestre, Fortaleza acumula variação de 3,28% - a maior entre todas as cidades pesquisadas.

Produtos e serviços

O destaque ficou por conta da alta observada em Educação, com variação de 3,78%; e Alimentação e Bebidas, com alta de 2,56%. Dentro do IPCA-15, o grupo Alimentação e Bebidas corresponde a quase 24% da composição do índice.

O IBGE observa que a alta foi impulsionada pelo aumento dos alimentos para consumo no domicílio (3,48%), com destaque para cenoura (11,34%), açúcar cristal (10,44%) e arroz (9,68%).

O óleo de soja (11,46%) também subiu de preço na prévia da inflação de dezembro, mas apresentou desaceleração na comparação com novembro, quando registrou alta de 13,13%. Entre as quedas no grupo, os destaques foram a manga (-11,22%) e a banana prata (-7,25%).

Já o grupo Educação foi influenciado principalmente pelas altas na Pré-escola (10,57%) e Ensino Médio (6,12%).

Metodologia

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 13 de novembro e 11 de dezembro de 2020 (referência) e comparados aos vigentes entre 14 de outubro e 12 de novembro de 2020 (base).

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

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