Pousadas cearenses miram reabertura gradual com promoções para atrair hóspedes

No litoral e na serra, estabelecimentos acostumados à alta ocupação neste período do ano vivem experiência diferente

Morro Branco Ceará
Legenda: Litoral cearense deve ter mês de julho de fraca ocupação hoteleira. Na foto, a praia de Morro Branco
Foto: Jade Queiroz

O setor de pousadas do Estado projeta iniciar neste mês de julho, que seria tradicionalmente de alta estação, o retorno gradual das operações. Sem poder contar com o fluxo de turista estrangeiro, por conta das restrições de viagens internacionais, o segmento aposta no turismo local e regional, oferecendo, por exemplo, diárias com preço de baixa estação e outras promoções.

> 50% dos hotéis no CE devem retomar atividades até o fim de julho

“Abrimos com 40% da capacidade, e a ideia é fazer um crescimento gradativo para as próximas semanas, dependendo da demanda”, diz Matheus Nouer, diretor do grupo responsável pela Pousada Janelas do Mar, em Trairi, no litoral oeste. Ele diz que, nesta época, normalmente a base de hóspedes vem da Europa, mas neste ano espera receber famílias de Fortaleza e estados vizinhos

“Temos uma campanha ‘pé na areia’, que na compra de duas diárias, o cliente ganha a terceira. Assim, ele pode vir na sexta e sair na segunda, com café-da-manhã incluso”, diz Nouer. Segundo ele, a expectativa é de que o trade turístico da região do Trairi volte à normalidade em novembro.

Pacote com desconto

Já a pousada Jangadas da Caponga, em Águas Belas, no litoral leste, fará quatro diárias pelo preço de três, dentre outros pacotes. “Estamos recebendo os nossos clientes com uma carga reduzida, mas estamos preparados para recebê-los com toda segurança, seguindo os protocolos de higiene”, diz Mamede Rebouças, diretor administrativo da pousada. “No ano passado, tivemos 70% de ocupação em julho e neste ano, vamos ficar, no máximo em 40%”, ele diz.

O hotel Parque das Fontes, em Beberibe, também no litoral leste, irá oferecer, por exemplo, a possibilidade de o hóspede fazer o check-in mais cedo e o check-out mais tarde. “Nossas estratégias para atrair o público local e regional, aqueles que viajam de carro, é oferecer benefícios”, diz Talita Leite, diretora comercial do empreendimento. “O perfil do turista são famílias que passaram muito tempo confinadas e querem hotéis com muitas áreas ao ar livre, com contato com a natureza”.

Serra

A região da Serra de Baturité, que inclui Guaramiranga, deverá voltar às atividades em meados de julho, devido ao decreto municipal que trata do isolamento social. “Vamos abrir no dia 16 de julho, mas só podemos alugar 50% dos leitos”, diz Regina Ribeiro Caminha, proprietária do Chalé Nosso Sítio. Ela conta que a procura está razoável e nos finais de semana sempre há promoções e descontos”.

Segundo Emília Magi, sócia-proprietária do Chalé das Montanhas, a procura tem sido grande principalmente por pessoas de Fortaleza, e de Mossoró e Natal, no Rio Grande do Norte. “Vamos abrir quando for permitido, com 50% da capacidade”, diz.

Como a data do retorno ainda está sujeita à confirmação, Magi diz que não está trabalhando com reservas. “Achamos melhor esperar a autorização da prefeitura, mas acredito que será um bom retorno, devido à procura”. A empresária diz que irá trabalhar com os preços de baixa estação nos finais de semana, com descontos ainda maiores durante a semana.