Óleo de cozinha deve ser novo vilão da inflação global, apontam agências internacionais

Indonésia, maior exportador do mundo de óleos vegetais, informou que suspenderá as vendas do produto

Escrito por Redação,

Negócios
Pessoa segurando óleo no supermercado
Legenda: No Brasil, óleo de cozinha já subiu 11,21% desde fevereiro deste ano
Foto: Shutterstock

A inflação global já tem no óleo de cozinha a nova figura como vilão, segundo agências internacionais. A Indonésia, que atualmente é o maior exportador do mundo de óleos vegetais, anunciou que suspenderá as vendas a partir desta quinta-feira (28).

O motivo seria por conta da falta do produto nos supermercados do país e por protestos de rua contra a alta nos preços dos alimentos.

A decisão do governo da Indonésia de banir exportações de óleo de palma, por exemplo, foi anunciada dias antes do fim do jejum religioso do Ramadã. Ao todo, 30,5 milhões de toneladas de óleo vegetal são exportadas pelo país. 

Entretanto, o abastecimento de óleo vegetal já estava comprometido em todo o mundo, já que 5,4 milhões de toneladas foram perdidas durante o comprometimento da mercadoria na guerra na Ucrânia. 

Outros países

No Brasil, por exemplo, só este ano o preço do óleo de soja já subiu 11,21%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas essa não é a única informação preocupante. Uma safra de óleo de canola no Canadá pode pressionar os preços. Uma previsão de queda de 7% na área plantada de canola no país este ano foi divulgada por uma agência de estatísticas canadense.

Enquanto isso, os óleos de palma, soja e girassol, importados pela Índia, tiveram aumento entre 12% e 17% em Nova Déli desde o fim de fevereiro.

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