Movimentação do Porto de Fortaleza deve crescer 8% em 2021

Receita do terminal bateu recorde com alta de 13,49%, a R$ 64 milhões

Legenda: Terminal prevê receber 200 pás eólicas neste ano
Foto: Thiago Gadelha

Após um resultado positivo em 2020, com crescimento de 12% da movimentação de cargas, o Porto de Fortaleza deve experimentar um novo avanço em 2021, de cerca de 5% a 8%, segundo estima a diretora-presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Mayhara Chaves. Ela baseia a projeção na consolidação do transporte de granéis sólidos, de combustível e de projetos - como o de receber 200 pás eólicas neste ano.

Os planos para o terminal incluem ainda um planejamento para redistribuir as áreas do Porto e dar mais espaço para os granéis sólidos. "Outro ponto que a gente vai trabalhar mais fortemente pra 2021 são os arrendamentos. Hoje, temos arrendado o Armazém do Trigo. Ele vai ser relicitado porque terminou o prazo. Nesse planejamento, a gente está prevendo outras áreas de arrendamento, e já existem parceiros interessados".

O Porto de Fortaleza teve o melhor resultado da história em 2020 ao alcançar uma receita de R$ 64 milhões, um aumento de 13,49% em relação a 2019. O resultado reflete o crescimento da movimentação de cargas e do Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que teve alta de 254,35%.

O resultado foi apresentado ontem pela CDC. "A previsão é de que os portos públicos nacionais tenham crescido entre 5% e 6%, então a gente já passou do dobro desse crescimento. Isso mostra uma perspectiva muito boa para 2021. O Porto de Fortaleza está entre os maiores portos do País, não em volume, porque somos um porto relativamente pequeno, mas em percentual", reforça Mayhara Chaves.

Cargas

As principais cargas que chegam ao Porto são de granéis sólidos (cereais, como o trigo, e os não cereais, como minério de ferro, manganês, produtos químicos e siderúrgicos). As duas categorias de produtos representaram 46,6% de toda a movimentação do Porto. Já os granéis líquidos (petróleo e derivados) representaram uma fatia de 45,3%.

"A gente imaginava que houvesse redução do consumo (de combustíveis), mas ele se manteve. Nos primeiros meses, março e abril, deu uma 'quedinha', mas depois deu uma recuperada que manteve o mesmo patamar de 2019. Já na carga geral houve um pequeno decréscimo, mais por conta da conjuntura internacional", aponta Chaves.

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