Comitê se reúne para tratar de decreto no Ceará; anúncio sai hoje ou amanhã

Decreto atual de isolamento social vigora até domingo (18). Setores não tiveram sinalizações do Estado sobre flexibilização

Escrito por Ingrid Coelho,

Negócios
comércio de rua
Legenda: Comércio está liberado com horário e capacidade reduzidos, conforme decreto que está em vigor até o dia 18
Foto: Fabiane de Paula

O comitê de acompanhamento da situação da pandemia de Covid-19 no Ceará reúne-se no início da tarde desta sexta-feira (16) para tratar do novo decreto do Governo do Estado. As regras atuais de isolamento social estão valendo desde a última segunda-feira (12) e vigoram até o próximo domingo (18).

O anúncio das novas medidas de enfrentamento pode ocorrer ainda hoje ou no sábado (17). Por enquanto, segmentos do setor produtivo como o comércio e o setor de bares e restaurantes estão liberados, mas com horários e capacidade reduzidos.

Consultados pela reportagem, estes setores afirmaram não ter recebido ainda sinalização do Executivo estadual sobre novas flexibilizações.

Cenário incerto

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), Taiene Righetto, pontua que a entidade chegou a entrar em contato com o comitê para saber da possibilidade de nova flexibilização a partir do dia 19 de abril, mas ainda não obteve resposta.

O comércio também aguarda novidades. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE), Maurício Filizola, espera que a flexibilização “pelo menos continue” da forma como estabelece o decreto que vai até domingo.

“Vamos continuar contribuindo com os protocolos. Os empresários estão fazendo isso muito bem”.
Maurício Filizola
Presidente da Fecomércio-CE

Movimentação

Ao fazer o balanço da primeira semana pós isolamento, Filizola avalia que a movimentação foi aquém do esperado pelos empresários do setor. “Naquele momento do ano passado (fim do primeiro lockdown), o dinheiro circulante era maior e as empresas estavam mais bem preparadas”, detalha.

“Hoje nós temos uma situação que, de certa forma, preocupa. Também não podemos estar realizando promoções para movimentar o comércio porque temos que contribuir com a saúde pública, evitando aglomerações”, explica o presidente da Fecomércio-CE.

Veja o que está em vigor até o dia 18

  • O Ceará continuará em isolamento social, com toque de recolher todos os dias das 20h às 5h;
  • Comércio de ruas e serviços, como restaurantes*, funcionarão das 10h às 16h, com 25% de capacidade de atendimento
  • Shoppings, incluindo praça de alimentação, funcionarão das 12h às 18h, com limitação de 25% da capacidade
  • Construção civil deve iniciar as atividades a partir das 8h
  • Isolamento social rígido, o lockdown, será mantido nos fins de semana, funcionando apenas as atividades essenciais
  • Passarão a ser liberadas gradualmente algumas atividades comerciais e de serviços com 25% da capacidade, seguindo rigorosamente todos os protocolos sanitários estabelecidos pelo decreto;
  • Na educação, o ensino infantil, que estava liberado até os 3 anos, será ampliado, permitindo atividades presenciais para crianças de 4 e 5 anos, além do 1º e 2º ano do ensino fundamental, com 35% da capacidade;
  • Igrejas estarão autorizadas a receber no máximo 10% da sua capacidade. e segue valendo recomendação para que celebrações sejam virtuais;
  • Algumas atividades continuarão sem liberação para avaliação do comitê;
  • *Os restaurantes de hotéis, pousadas e congêneres poderão funcionar, de segunda a sexta, das 16h às 20h, bem como aos sábados e domingos, desde que exclusivamente para o atendimento de hóspedes, identificados física e individualmente, cabendo aos hotéis a responsabilidade pelo controle.

Estão fechados

  • Academias, parques aquáticos, barracas de praia, cinemas, museus e teatros, públicos ou privados.

Fins de semana

Das 20h da sexta-feira às 5h da segunda-feira, permanecem as regras de isolamento social rígido, em que funcionam apenas atividades essenciais:

  • Indústria;
  • Construção civil;
  • Imprensa e meios de comunicação e telecomunicação em geral;
  • Call center;
  • Estabelecimentos médicos, odontológicos para serviços de emergência, hospitalares, laboratórios de análises clínicas, farmacêuticos, clínicas de fisioterapia e de vacinação;
  • Serviços de “drive thru” em lanchonetes e estabelecimentos congêneres;
  • Lojas de conveniências de postos de combustíveis, vedado o atendimento a clientes para lanches ou refeição no local;
  • Lojas de departamento que possuam, comprovadamente, setores destinados à venda de produtos alimentícios;
  • Comércio de material de construção;
  • Empresas de serviços de manutenção de elevadores;
  • Correios;
  • Distribuidoras e revendedoras de água e gás;
  • Empresas da área de logística;
  • Distribuidores de energia elétrica, serviços de telecomunicações;
  • Segurança privada;
  • Postos de combustíveis;
  • Funerárias;
  • Estabelecimentos bancários;
  • Lotéricas;
  • Padarias, vedado o consumo interno;
  • Clínicas veterinárias;
  • Lojas de produtos para animais;
  • Lavanderias;
  • Supermercados/congêneres;
  • Oficinas e concessionárias exclusivamente para serviços de manutenção e conserto em veículos;
  • Empresas prestadoras de serviços de mão de obra terceirizada; 
  • Centrais de distribuição, ainda que representem um conglomerado de galpões de empresas distintas;
  • Restaurantes, oficinas em geral e de borracharias situadas na Linha Verde de Logística e Distribuição do Estado;
  • Praça de alimentação em aeroporto;
  • Transporte de carga;
  • Bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres que funcionem no interior de hotéis, pousadas e similares, desde que os serviços sejam prestados exclusivamente a hóspedes;
  • Empresas que funcionam ou fornecem bens para a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE) e o Complexo Pecém;
  • Organizações da sociedade civil que tenham por objetivo a entrega individualizada de suprimentos e outras ações emergenciais de assistência às pessoas e comunidades por elas atendidas.