Com alta de quase 10%, Fortaleza tem a quarta maior inflação do País em um ano

Segundo dados do IBGE, a capital cearense superou a média nacional em quase dois pontos percentuais e ficou acima de todas as cidades analisadas no Nordeste

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Legenda: Os itens relacionados à alimentação foram os que mais pesaram para o cálculo da inflação na capital cearense
Foto: Natinho Rodrigues

A pandemia do novo coronavírus tem tido um impacto forte na economia cearense. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fortaleza apresentou a quarta maior inflação do País no acumulado dos últimos 12 meses, com uma alta de 9,80%. Os dados são referentes ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medido para maio deste ano. 

Com o resultado, a capital cearense ficou acima da média do País, que apresentou inflação acumulada de 8,06% nos últimos 12 meses, e foi superada apenas por Rio Branco/AC (11,43%), Campo Grande/MS (10,91%), e Curitiba/PR (9,86%).

A primeira cidade do Nordeste a aparecer no ranking do IBGE, após Fortaleza, é São Luís/MA, que apresentou uma alta de 9,64%. 

Na Região, o índice ainda mediu os resultados de Recife/PE (8,36%), Salvador/BA (7,65%), e Aracaju/SE (7,07%). 

Já a média nacional ficou, somadas as 16 localidades consideradas pelo índice, em 8,06% nos últimos 12 meses até maio deste ano. 

Confira o ranking da inflação no País

  1. Rio Branco - 11,43% 
  2. Campo Grande - 10,91%
  3. Curitiba - 9,86% 
  4. Fortaleza - 9,80%
  5. São Luís - 9,64%
  6. Goiânia - 8,90%
  7. Grande Vitória - 8,84%
  8. Belo Horizonte - 8,68%
  9. Recife - 8,36%
  10. Belém - 8,26%
  11. Porto Alegre - 8,20%
  12. Brasil - 8,06% 
  13. Salvador 7,65%
  14. Brasília - 7,44% 
  15. São Paulo - 7,28%
  16. Aracaju - 7,07%
  17. Rio de Janeiro - 6,57%

Mercado na Capital

Em Fortaleza, nos últimos 12 meses, o segmento de alimentação e bebidas foi o que apresentou a maior variação, de acordo com levantamento do IBGE. A pesquisa indiciou uma alta de 14,35% no período até maio deste ano, com destaque para itens como óleo de soja, que ficou 87,37% mais caro. 

O ranking de maiores altas, no geral, para a capital cearense, ainda conta outros itens do segmento de alimentação, como feijão-fradinho (67,54%), cereais (58,46%), arroz (55,18%), óleos e gorduras (52,66%) e outros. 

Já as carnes, somadas, tiveram uma alta de 31,35% nos últimos meses. 

Confira o ranking de segmentos em Fortaleza

  1. Alimentação e bebidas - 14,35%
  2. Habitação - 12,64%
  3. Transportes - 12,36%
  4. Artigos de residência - 12,04%
  5. Vestuário - 7,54%
  6. Saúde e cuidados pessoais - 5,26%
  7. Educação - 3,74%
  8. Comunicação - 3,18%
  9. Despesas pessoais - 2,41%

Comparação mensal

Na análise mensal, quando a comparação é feita entre maio de 2021 e abril deste ano, Fortaleza apresentou uma inflação de 1,10%. 

A alta, no entanto, acabou sendo puxada pelos segmentos de habitação (2.63%), que considera os gastos com reformas, por exemplo, e vestuário (1,95%). 

O segmento de alimentação também apresentou um resultado acima da média na comparação mensal, ficando com uma alta de 1,16% em Fortaleza. 

O ranking da capital ainda conta com altas nos setores de artigos de residência (1,07%), saúde (0,81%), transportes (0,80%), despesas pessoais (0,16%) e educação (0,06%). Apensa o segmento de comunicação apresentou redução de preços, com um recuo de 0,29%.

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