82% das lideranças de TI escolhem parcerias de código aberto, diz pesquisa

Plataforma tem facilitado transformação digital das empresas na era pós-pandemia

Escrito por Agência de Conteúdo DN,

Negócios
Legenda: Open source é um código com acesso livre e descentralizado para uso da comunidade
Foto: divulgação

Em meio à pandemia, muitas empresas buscaram alternativas no meio digital para manter a estabilidade dos negócios. Uma pesquisa aponta que 82% dos líderes mundiais tendem a escolher parceiros de código aberto para conduzir empresas à transformação digital. Um percentual ainda maior, 92%, afirmaram que as soluções corporativas de código aberto foram fundamentais para os negócios na pandemia.

Os dados fazem parte do relatório anual The State of Enterprise Open Source, da Red Hat, líder global no fornecimento de soluções de código aberto, divulgados em fevereiro. Ao todo, foram cerca de 1.296 pesquisas em todos os continentes com líderes de TI, dos quais 448 na Europa, Oriente Médio e África, 398 nos Estados Unidos, 300 na América Latina e 150 na Ásia e no Pacífico.

 “Os números não surpreendem. Mesmo antes da pandemia, percebemos um grande movimento de empresas em direção à nuvem híbrida, que permite a inovação fornecendo a estrutura que reúne aplicativos executados com o melhor de qualquer provedor em nuvem, seja ela pública ou privada, todos baseados no open source”, afirma Paulo Ceschin, diretor da divisão de Vendas da Red Hat Brasil.

O que é Open Source?

Trata-se de um código de livre acesso: todas as pessoas podem vê-lo, modificá-lo e distribuí-lo conforme suas necessidades. Dessa forma, o open source é desenvolvido de forma descentralizada e colaborativa e conta com a revisão e a produção pela comunidade. Em linhas gerais, é uma solução mais barata, flexível e duradoura do que as opções proprietárias, uma vez que é desenvolvido por comunidades e não por um único autor ou empresa.

Atualmente, é possível encontrar o open source dentro do sistema operacional Android, nas SmartTVs, nos roteadores de Wi-Fi, nos assistentes de voz e até no Pix. Não por acaso, durante a pandemia, muitas empresas escolheram expandir seu uso em busca da transformação digital - em muitos casos, pela própria sobrevivência.

Segurança e inclusão

O relatório da Red Hat também apontou que 89% dos entrevistados acreditam que o código aberto corporativo é tão ou mais seguro em relação ao código proprietário. “Seu desenvolvimento contínuo e feito por diversas pessoas em todo o mundo permite a criação de novas soluções muito mais rapidamente. Como resultado, os riscos de falhas são minimizados”, explica Paulo Ceschin.

No open banking, onde a segurança de dados é um atributo fundamental, as tecnologias open source têm contribuído para ampliar a livre concorrência, garantindo o acesso a plataformas do ecossistema financeiro para mais brasileiros, como o PIX. Conforme dados divulgados pelo Banco Central, a plataforma registrou mais de 73 milhões de transferências bancárias dias antes do Dia das Mães, gerando um valor líquido de R$42,1 bilhões.

Segundo Ceschin, a popularidade da ferramenta demonstra que empresas de todos os portes podem ser beneficiadas com as soluções de código aberto. “A nuvem híbrida e a automação passam por grande expansão, principalmente pela alta capacidade de processamento e escalabilidade. Por meio dessas soluções, que parecem invisíveis para muitos, é que foi possível manter o funcionamento de muitos serviços vitais, a exemplo do que acontece nos últimos anos com a manutenção da maioria das plataformas de videoconferências e streaming, por exemplo”, afirma o executivo.

Para o diretor da divisão de Vendas da Red Hat Brasil, investir em tecnologias open source significa também investir no futuro. “O open source tem exercido um papel fundamental em nossa história não apenas solucionando demandas do mercado, mas sobretudo promovendo inclusão e integração”, ressalta.

 

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