Grupo ajudou 210 famílias chefiadas por mulheres em Fortaleza durante a pandemia; saiba como apoiar

Renda básica mensal de R$ 180 foi repassada para ajudar no sustento familiar

O grupo atua em cerca de 18 territórios na Capital cearense
Legenda: O grupo atua em cerca de 18 territórios na Capital cearense
Foto: Arquivo pessoal

Ao longo do ano passado, quando a pandemia do novo coronavírus começou a desafiar a vida em vários âmbitos, milhares de ativistas solidários se desdobraram para levar o mínimo para os mais desassistidos socialmente. Atuante em Fortaleza, o grupo Ser Ponte repassou uma renda básica mensal de R$ 180, entre abril e dezembro, para cerca de 210 famílias chefiadas por mulheres.

Com ajuda de agentes territoriais, o repasse, proveniente de doações, foi feito para mulheres que não tinham qualquer apoio financeiro durante a crise, incluindo o Auxílio Emergencial, além de viverem com idoso ou criança em casa.  Segundo a organizadora do grupo, Valéria Pinheiro, o número de mulheres beneficiadas saltou de 45 para 210, entre abril e junho, registro que se manteve até o final do ano, sendo as mesmas famílias apoiadas durante todo o período.

Titanzinho, Serviluz, Lagamar, Jangurussú, Vila Velha, Caça e Pesca, Sabiaguaba, Pici, Marrocos, Serrinha e Goiabeiras são alguns dos 18 territórios atendidos pelo grupo durante o período. “Fizemos uma sondagem e soubemos que essas famílias, repassadas pra gente através dos agentes territoriais, vivem com cerca de R$ 54 mensais. São famílias muito necessitadas, vulneráveis e em territórios com muitas precariedades”, diz Valéria. 

Como pesquisadora voltada para o planejamento urbano, a organizadora do grupo cita que “esse olhar para a vulnerabilidade dos territórios não pode ser ignorado. A situação de moradia impacta diretamente na qualidade de vida e nas possibilidades”.

Segundo a organizadora, a escolha de repassar o apurado de doações para mulheres chefes de família foi por acreditar que "mulheres sabem gerir melhor e direcionar a quantia para a necessidade do seu lar”.

Para além da doação financeira, Valéria cita que toda ajuda é bem-vinda. “Recebemos lona, cestas básicas, álcool em gel, máscaras, roupa e sapato, além das parcerias com empresas, lojas, tudo. O que era enviado para nós, de boa qualidade, a gente repassava para os territórios”, afirma.

As doações em apoio ao Ser Ponte podem acontecer via internet

Nova fase

Com uma baixa na quantidade de doações, o grupo inicia 2021 com uma nova etapa de doações. “Por dificuldades financeiras ou por acreditarem que a pandemia já amenizou, muita gente acabou se afastando. Já chegamos a 700 doadores, mas esse número baixou. Contudo, o grupo decidiu que não tem como acabar os repasses”, expõe.

Neste mês, inicialmente, vamos ajudar 50 famílias mais necessitadas chefiadas por mulheres negras ou indígenas. “À medida que o número de doadores aumentar, a gente segue ajudando mais famílias”.

Em outubro do ano passado, foi lançado um edital de apoio a grupos produtivos de mulheres. “Apoiamos sete grupos produtivos com R$ 5 mil cada para que eles executem ações de geração de renda. Agora, pensamos em lançar outro edital para apoiar mais três projetos, além de projetos para cursos de renda básica e panificação”, conclui.

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