Unifor oferece vivência acadêmica no exterior a alunos de graduação
Programa de Intercâmbio Acadêmico e da Dupla Titulação proporciona aos estudantes contato com outras culturas e idiomas.
Sair da zona de conforto, conhecer outras culturas e idiomas e ainda cursar parte da graduação no exterior. Quem vivencia esse tipo de experiência durante a faculdade sabe o quanto pode ser transformador. Na Universidade de Fortaleza (Unifor), por meio de programas de intercâmbio acadêmico e dupla titulação, alunos podem estudar em universidades estrangeiras e expandir as perspectivas profissionais.
Foi o caso de Mariana Coimbra, 22 anos, estudante de Jornalismo que fez intercâmbio acadêmico na cidade espanhola de Salamanca. Ela conta que embarcou no sonho das amigas e se viu sonhando também com a oportunidade de morar fora para estudar. Em agosto de 2024, elas viajaram rumo a um mundo novo e cheio de possibilidades.
“Viver em outro país, estudar em outra cultura e lidar com desafios reais transforma a gente de um jeito diferente para além da sala de aula”, reflete a estudante. Ela conta que fez o intercâmbio na Universidade de Salamanca, uma instituição tradicional onde cursou duas disciplinas, Introdução à Cultura Audiovisual e Geografia do Turismo.
“Foi interessante estudar uma base teórica e ter acesso a outros pontos de vista e exemplos didáticos diferentes do que estamos acostumados. A outra disciplina, Geografia do Turismo, foi uma surpresa positiva, pois pude estudar e conhecer mais a fundo a geografia, a história e o turismo de toda a Espanha. Como futura jornalista curiosa pela história do mundo, das cidades e das pessoas, foi enriquecedor para o meu repertório profissional ter acesso não só pelos livros, mas ao vivo, por quem realmente vive, estuda e mora na Espanha”, observa Mariana.
Desafios
Com o novo vem os desafios. Aprender a se virar sozinha, em outro país, longe de casa, em outro idioma faz parte do processo de crescimento. “No Brasil, moro com meus pais, então, mesmo com a liberdade que eles sempre me deram, eu nunca tinha tido que arcar com praticamente todas as responsabilidades de morar sozinha, somado ao fato de ter sido em outro país. Ou seja, foi uma aventura totalmente fora da minha zona de conforto”, comenta Mariana.
Em Salamanca, ela dividiu apartamento com as amigas com quem aprendeu a compartilhar também as demandas da vida adulta. “Éramos quatro estudantes, todas da Unifor, e dividíamos todas as responsabilidades de morar ‘sozinha’: pagar as contas da casa (água, energia, aluguel e supermercado), organizar e limpar a casa, planejar viagens, planejar rotinas entre aulas, fazer almoço e sair com os amigos à noite, e muitas outras responsabilidades. Porém, tudo foi um desafio muito bom”, recorda.
Para Mariana, não faltou apoio. Além do suporte da família, a Unifor acompanhou todas as etapas do intercâmbio, que durou até janeiro deste ano. “A Universidade possui um setor próprio para as questões internacionais, o Núcleo de Estratégias Internacionais (NEI), que tem toda uma organização e acompanhamento de todas as etapas necessárias para a realização do intercâmbio, além de estarem sempre disponíveis para tirar e sanar dúvidas quando necessário”, destaca.
Ampliar horizontes
A experiência de intercâmbio no exterior possibilita ampliar o olhar e perceber diferentes realidades. Para a estudante de jornalismo, isso é fundamental para a carreira que escolheu trilhar.
“Ter tido a oportunidade de sair do meu país e conhecer, morar e viver em outro continente, conhecer outras culturas, contribuiu bastante para meu desenvolvimento intelectual e profissional, agregando ao meu repertório e à minha sensibilidade de enxergar o outro, sua maneira e forma de viver. Afinal, acredito que um grande jornalista deve desenvolver sempre sua sensibilidade e empatia, pois só assim enxergamos a relevância e a história das pessoas e do mundo”.
Atuando como estagiária da área de marketing digital, Mariana acredita que a vivência no exterior pode inspirar outros estudantes. “Espero que minha história incentive outros estudantes a se informarem, se planejarem e a acreditarem que, se houver possibilidade, essa experiência pode marcar profundamente a trajetória pessoal e profissional”, finaliza.