Ceará cria rota do turismo religioso em 12 cidades e inclui três locais em Fortaleza; veja quais são

Lei estadual busca incentivar visitação de locais pelo seu valor histórico e cultural.

Escrito por Nícolas Paulino, nicolas.paulino@svm.com.br

Ceará
Legenda: Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité, faz parte da lista.
Foto: Kid Júnior

Monumentos, templos e eventos religiosos de 12 cidades cearenses passam a integrar a Rota do Turismo Religioso do Ceará, de acordo com nova lei do Governo do Estado sancionada no último dia 31 de maio. A lista inclui três locais em Fortaleza.

Segundo a lei, a Rota de 18 pontos tem como finalidade “evidenciar pontos turísticos e culturais e promover o desenvolvimento e o fortalecimento do turismo religioso”, relacionados a qualquer religião.

O projeto é de autoria do deputado estadual Rondinelle Pereira de Freitas, o Nelinho (MDB). 

O turismo religioso será incentivado nos municípios e nas regiões em que estejam localizados monumentos, santuários, igrejas, templos, grutas ou locais preservados de relevante valor cultural e religioso.

Veja a lista:

Juazeiro do Norte

Estátua do Padre Cícero na colina do Horto, inaugurada em 1969
Romarias

Legenda: Estátua atrai milhares de visitantes e romeiros todos os anos.
Foto: Kid Júnior

Crato

Estátua de Nossa Senhora de Fátima

Legenda: Inaugurada em 2014, imagem tem 45 metros de altura.
Foto: Antonio Rodrigues

Nova Olinda

Concentração da peregrinação para a Romaria da Menina Benigna até o Município de Santana do Cariri

Santana do Cariri

Igreja Matriz de Santana do Cariri
Complexo turístico da Estátua da Menina Benigna

Campos Sales

Mirante de Nossa Senhora da Penha

Barbalha

Estátua de Santo Antônio
Festa do Pau da Bandeira

Russas

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, considerada uma das mais antigas do Ceará, datada de 1707

Quixadá

Santuário Mariano de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão

Canindé

Estátua de São Francisco das Chagas, inaugurada em 2005 com 30,25 metros. No interior dela, há um mirante.

Legenda: Imagem faz parte do segundo maior centro religioso do Estado.
Foto: José Leomar

Redenção

Alto de Santa Rita
Igreja Matriz da Imaculada Conceição

Baturité

Mosteiro dos Jesuítas, inaugurado em 1927. Sua pedra fundamental foi retirada das ruínas da antiga Igreja dos Jesuítas, na cidade de Aquiraz, que foi demolida quando da expulsão dos jesuítas, no ano de 1748.

Legenda: Visão interna do Mosteiro, que em breve completa 100 anos.
Foto: Kid Júnior

Fortaleza

Santuário de Fátima, no bairro de Fátima

A construção da igreja está ligada à visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, que chegou a Fortaleza em outubro de 1952. A pedra fundamental foi lançada em dezembro, com contribuições da população. No ano seguinte, a imagem retornou com o templo ainda em construção. O Santuário passou à categoria de paróquia e se tornou Igreja de Nossa Senhora de Fátima em setembro de 1955.

Legenda: Santuário tradicionalmente reúne mais fiéis nos dias 13 de cada mês.
Foto: Helene Santos

Seminário da Prainha, no Centro

Foi fundado como Seminário Episcopal do Ceará em 1864, pelo primeiro bispo de Fortaleza, Dom Luís Antônio dos Santos. Abrigou seminaristas das diversas Dioceses do Ceará por muito tempo, mas depois se abriu à formação de leigos em cursos filosóficos e teológicos. Hoje o complexo abriga a Faculdade Católica de Fortaleza, a Mitra Arquidiocesana, o Tribunal Eclesiástico e a Igreja da Prainha (Nossa Senhora da Conceição e do Outeiro da Prainha).

Legenda: Igreja da Prainha é um dos pontos mais conhecidos do Seminário.
Foto: Lucas de Menezes

Catedral da Sé, no Centro

A pedra fundamental da Catedral Metropolitana de Fortaleza foi lançada em 1939, com projeto do engenheiro francês Georges Mounier em estilo gótico. Depois de quase 40 anos em construção, ela foi inaugurada em dezembro de 1978, no arcebispado de Dom Aloísio Lorscheider. É conhecida por suas torres em forma de lança, com quase 75 metros de altura, portas em arco e grandes vitrais. Tem capacidade para 5 mil pessoas.

Legenda: Catedral Metropolitana é um dos símbolos do Centro da capital cearense.
Foto: Fabiane de Paula

A norma veda ao turismo religioso ações que gerem degradação do meio ambiente, da biodiversidade, dos santuários, das igrejas, dos templos e dos monumentos religiosos que integram o patrimônio cultural e turístico. 

Também ficam proibidas práticas que promovam ações discriminatórias a outras crenças ou que atentem contra a preservação da identidade cultural das comunidades e populações tradicionais.