Artista plástico cearense Wilson Neto transforma limitações do isolamento social em diário gráfico

Intitulado "Caderno da Quarentena", projeto reúne ilustrações despretensiosas, compartilhadas diariamente nas redes sociais do artista

Legenda: Sem temática definida, o "Caderno da Quarentena" alimenta-se de liberdade de ideias
Foto: Foto: Reprodução/Instagram

Estar isolado em casa, refém das mesmas atividades cotidianas, pode parecer um completo tédio para muitas pessoas. Mas quando essa situação atípica afeta artistas, o tempo de pausa pode se refletir em criativas obras.

Em meio ao período de distanciamento social, o artista plástico cearense Wilson Neto tem utilizado as limitações da quarentena para dar vazão a novos projetos.

Legenda: Uma das criações de Wilson Neto
Foto: Foto: Reprodução/Instagram

Um pequeno caderno e uma sacola com lápis e canetas bastam para que ele transforme folhas brancas em arte. Wilson tem utilizado o caderno como um diário gráfico, onde realiza ilustrações de maneira despretensiosa.

A obra, que reúne desenhos sem temas específicos, ganhou o título de “Caderno da Quarentena” e cada página desse trabalho é compartilhada diariamente pelo artista nas redes sociais.

Legenda: Toda a produção do caderno é feita em casa, com colaboração do filho do artista

O projeto teve início com o período de isolamento social em Fortaleza, no mês de março, mas Wilson acredita que o surgimento do “Caderno da Quarentena”, assim como outros trabalhos, está relacionado à condição genética

“A gestão dos novos projetos artísticos ocorre muito tempo antes. Nem na cabeça esses estavam gerados. Eu digo até que isso está gravado no nosso DNA. Acredito que o 'Caderno da Quarentena' se iniciou no meu embrião”, explica.

Criatividade

Longe de seu ateliê, “Porta Amarela”, Wilson tem produzido o caderno dentro de casa, durante o fim do café da manhã ou do café da tarde.

Por ser reflexo das emoções e criatividade de Neto desenvolvidas no ambiente familiar, a obra apresenta também intervenções do filho Bruno, de 7 anos.

“Às vezes nós estamos na mesa de casa e ele pede, de maneira muito natural e espontânea, para desenhar na outra página do caderno. Eu nem incentivo e nem proíbo porque é algo muito natural da parte dele. Ele não tem nenhuma pretensão e o diário é de maneira despretensiosa mesmo”, conta. 

Legenda: Ilustrações nos cadernos refletem criatividade de Wilson Neto

Além do “Caderno da Quarentena”, o artista reúne também um acervo de oito obras semelhantes, que vão desde o “Caderno da Natureza” ao “Caderno da Frenofilia”. Cada peça possui uma história e um fim distinto. 

“Alguns cadernos ficam pela metade, outros desenvolvo até o final. Às vezes, começam com um tema e se derivam em outros. Observo que todos os assuntos já abordados em outros cadernos acabam se entrelaçando no Caderno da Quarentena”, revela.

Serviço
Projeto "Caderno da Quarentena", de Wilson Neto
Trabalhos podem ser vistos no perfil do artista plástico no Instagram

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