Tela Brasil disponibiliza gratuitamente filmes que representaram o País no Oscar; veja lista
Plataforma de streaming pública e gratuita lançada neste sábado (30) pelo Governo Federal reúne mais de 500 obras.
A relação do Brasil com o Oscar não é novidade, como demonstra a plataforma de streaming pública e gratuita Tela Brasil. Lançada pelo Governo Federal neste sábado (30), a iniciativa reúne mais de 500 produções, entre longas, curtas e séries.
Entre os destaques do catálogo da Tela Brasil, está uma seção que traz uma curadoria de produções e coproduções brasileiras que foram indicadas ou pré-selecionadas em diversas categorias.
Para ajudar na exploração da plataforma e do nosso cinema, o Diário do Nordeste elencou abaixo filmes que venceram, foram indicados ou escolhidos pelo Brasil para representar o País na disputa de filmes estrangeiros (atual categoria de Filme Internacional) desde os anos 1960. Confira!
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Orfeu Negro - Oscar de 1960
Apesar de gravado no Brasil, falado em português, com atores brasileiros e adaptado de peça de Vinícius de Moraes, o longa de 1960 foi dirigido pelo francês Marcel Camus e representou a França na premiação, saindo vencedor.
Narra a trágica história romântica entre a jovem Eurídice e o motorista e músico Orfeu, que se conhecem e apaixonam no Carnaval do Rio de Janeiro.
São Paulo, Sociedade Anônima - Oscar de 1966
Drama de Luís Sérgio Person foi escolhido como representante do Brasil em 1966, mas não teve indicação. O longa acompanha o jovem de classe média Carlos (Walmor Chagas), que tenta buscar sentido para a vida em meio ao “progresso” do trabalho na indústria automobilística de uma São Paulo em expansão.
Pra Quem Fica, Tchau - Oscar de 1972
O filme de Reginaldo Faria representou o País em 1972, mas não chegou a ser indicado. Com toques de humor, a trama acompanha o jovem Luisinho (Stepan Nercessian) que deixa o interior de Minas Gerais para viver com Didi (Faria), um primo mulherengo, no Rio de Janeiro.
A Noite do Espantalho - Oscar de 1975
Protagonizado por Alceu Valença e Geraldo Azevedo, o filme de Sérgio Ricardo é um “cordel musical” audiovisual. O longa não garantiu indicação no prêmio no ano. A história acompanha um povoado pobre que precisa se retirar das terras onde vive após um coronel adquirir a propriedade.
A Hora da Estrela - Oscar de 1987
Baseado no livro de Clarice Lispector, o filme de Suzana Amaral não chegou às indicações do Oscar, mas levou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Berlim para Marcélia Cartaxo. Na trama, ela vive a órfã Macabéa, uma jovem datilógrafa nordestina que se muda para São Paulo e sonha com a felicidade e o amor.
O Quatrilho - Oscar de 1996
Segundo longa que representou o Brasil a emplacar uma indicação na categoria, o filme de Fábio Barreto conta a história de dois casais de imigrantes italianos que decidem, no Rio Grande do Sul de 1910, morar na mesma casa para ter melhores condições de sobrevivência, o que traz consequências graves para as relações.
O Que É Isso, Companheiro? - Oscar de 1998
Responsável pela terceira indicação do Brasil a Melhor Filme Estrangeiro, o thriller de Bruno Barreto traz o caso real do grupo de guerrilheiros que, para negociar a liberdade de presos políticos pela ditadura militar brasileira, sequestram o embaixador dos Estados Unidos.
Carandiru - Oscar de 2004
Dirigido por Hector Babenco, o filme representou o Brasil na tentativa de indicação na categoria. A obra adapta o livro do médico Dráuzio Varella e mostra histórias do presídio pelo olhar do protagonista, culminando no massacre de 1992.
Olga - Oscar de 2005
O Brasil tentou indicação em 2005 com outra trama ligada ao período da ditadura. O filme biográfico protagonizado por Camila Morgado conta a vida da militante comunista Olga Benário, enviada ao Brasil nos anos 1930 para auxiliar Luís Carlos Prestes, por quem se apaixona.
Cinema, Aspirinas e Urubus - Oscar de 2007
Com o cearense Karim Aïnouz na equipe de roteiro, o filme dirigido por Marcelo Gomes foi a escolha do país para tentar uma nova indicação ao Oscar. A trama se passa no sertão em 1942 e acompanha a relação entre um alemão que foge da guerra e um retirante que tenta fugir da seca.
O Grande Circo Místico - Oscar de 2019
Último filme lançado por Cacá Diegues em vida acompanha um século na vida de uma família circense de Áustria, unindo realidade e fantasia. Como curiosidade, o diretor é o cineasta brasileiro com mais obras escolhidas para representar o Brasil no Oscar, mas nenhuma emplacou indicação: foram sete as obras de Cacá selecionadas pelo País.