Policiais militares são presos suspeitos de matar pai e filho no Amapá

Discussão em festival teria motivado o crime. As circunstâncias ainda são apuradas

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Redação producaodiario@svm.com.br
Discussão acaba com dois mortos no Amapá
Legenda: Dois homens foram mortos no Fest Castanha, na cidade de Laranjal do Jari, Amapá
Foto: Reprodução

Dois policiais militares foram presos suspeitos de matarem pai e filho, durante uma festa no distrito do Cajari, na região do Vale do Jari, no Amapá, nesse sábado (31). O motivo teria sido uma discussão durante o evento, mas as circunstâncias estão sendo apuradas. 

As vítimas foram identificadas como Silvaldo da Silva Monteiro, de 46 anos, e Jesus de Aragão Monteiro, de 23. Eles trabalhavam como castanheiros na região. Outras duas pessoas ficaram feridas na confusão. O estado de saúde delas não foi divulgado.

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Nas redes sociais, imagens mostram trechos da discussão e o momento em que um dos homens cai após ser baleado. Segundo a sobrinha de uma das vítimas, os dois foram executados "a sangue frio".

Governador prometeu apuração dos fatos

O governador do Amapá, Clécio Luis (Solidariedade), publicou em suas redes sociais que determinou "providências imediatas e rigor absoluto na apuração."

"Minha solidariedade e condolências às famílias atingidas. Seguiremos acompanhando o caso de perto, com transparência, total compromisso com a justiça e com o povo do Amapá".

Ainda nas redes, a parente das vítimas comentou na postagem do mandatário do estado. "É o mínimo que pode fazer, né, governador, porque meu tio e meu primo não traz de volta. A polícia matou meu tio e meu primo a sangue frio", escreveu.

Depois dos fatos a prefeitura de Laranjal do Jari cancelou o evento, chamado Fest Castanha.

Policiais foram afastados das funções e presos

A Polícia Militar (PM) do Amapá informou, em nota, que afastou imediatamente de suas funções os militares envolvidos. Também foi determinada a apresentação das armas utilizadas e a prisão dos agentes na delegacia da Polícia Civil, pelo comandante do 11° Batalhão, responsável pelo policiamento na localidade.

Um inquérito interno foi instaurado pela Corregedoria-Geral da PM também para apurar o caso.

"A Polícia Militar está prestando total auxilio aos demais órgãos envolvidos na apuração deste fato e com isso reafirma seu inabalável compromisso com a legalidade e legitimidade de suas ações, firmes no objetivo de bem servir e proteger a sociedade amapaense", concluiu o comunicado.

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