'Justiça foi feita', diz filha de Paulo Cupertino após sentença por morte de Rafael Miguel e sogros

Segundo a Promotoria, o crime foi motivado pelo fato de Cupertino não aceitar o namoro de Rafael com Isabela

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Redação producaodiario@svm.com.br
Isabela Tibcherani, Paulo Cupertino
Legenda: Isabela Tibcherani se pronunciou pelas redes sociais.
Foto: Reprodução/Instagram

Isabela Tibcherani, filha de Paulo Cupertino, se manifestou publicamente após a condenação do pai a 98 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do namorado dela, o ator Rafael Miguel, e dos pais do rapaz, Miriam e João Miguel, em 2019. “A Justiça foi feita”, declarou Isabela pelo Instagram nessa sexta-feira (30).

Cupertino foi considerado culpado após dois dias de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. A decisão foi tomada por maioria dos sete jurados. O Ministério Público o acusou de triplo homicídio qualificado, por motivo torpe e com uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Mesmo com possibilidade de recurso, Cupertino terá de recorrer preso. Ele está detido desde 2022.

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“Do meu lado, de tudo, é só gratidão por todo mundo que esteve ao meu lado, que torceu pra que isso acontecesse. E não, eu nunca desejei me autopromover em cima de algo tão ruim, principalmente porque é uma parte da minha história de vida. E pra sempre vai ser uma parte muito dolorida da minha história”, disse, ainda, Isabela.

Segundo a Promotoria, o crime foi motivado pelo fato de Cupertino não aceitar o namoro de Rafael, então com 22 anos, com Isabela, que tinha 18 na época. De acordo com as investigações, ele disparou 13 tiros contra o jovem e seus pais em frente à casa da filha.

Imagens de câmeras de segurança registraram o crime e a fuga do autor. O caso chocou o país à época, tanto pela brutalidade do ataque quanto pela motivação, classificada como “torpe” pelo Ministério Público.

Julgamento

A condenação saiu após dois dias de julgamento, na sexta-feira. O juiz Antonio Carlos Pontes de Souza leu a sentença sem a presença do réu, que havia se declarado inocente. 

O magistrado disse que o crime foi cometido na presença da filha de Cupertino e agravado por sua fuga do local. Dois corréus, Eduardo José Machado e Wanderley Antunes Ribeiro Senhora, foram absolvidos e eles responderam às acusações em liberdade.

O júri popular, que começou na quinta-feira (29), ocorreu no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. Ao menos quatro dos sete jurados o condenaram pelos três assassinatos. Quando a votação atinge a maioria, a Justiça para de contar os votos.

Sete testemunhas foram ouvidas, entre elas, Isabela e Vanessa Tibcherani, respectivamente, a filha e a ex-esposa de Cupertino. As duas afirmaram que não viram como Rafael e seus pais foram baleados, mas disseram na audiência que quem os matou foi o réu.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP), o empresário matou o artista, de 22 anos à época, e a família da vítima com 13 tiros por não aceitar o namoro do rapaz com a sua filha Isabela Tibcherani, que tinha 18 anos.

“Se não foi ele, quem foi? Não tem outra pessoa. Ninguém tinha motivo para levantar um dedo para aquela família, a não ser ele. A rainha das provas é a lógica humana”, disse o promotor Thiago Alcocer Marin.

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