Operação no Rio de Janeiro ocorre 15 anos após ocupação do Complexo do Alemão
Entenda as duas operações.
A megaoperação no Rio de Janeiro, deflagrada na manhã desta terça-feira (28), ocorre 15 anos após outra operação na região que marcou o País. À época, o complexo de favelas Vila Cruzeiro e Alemão foram palco de uma forte ação militar.
A operação conjunta do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Militar e da Polícia Civil, de 2010, que contou ainda com o inédito apoio logístico da Marinha, resultou na tomada da Vila Cruzeiro (zona norte do Rio).
"A comunidade da Vila Cruzeiro hoje pertence ao Estado", anunciou o então delegado e subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, Rodrigo Oliveira.
Como foi a ocupação do Complexo do Alemão
A ação contou com cerca de 450 policiais, sendo pelo menos 120 homens do Bope, 40 do 16º BPM e 60 da Polícia Civil.
Para ocupar a área, foram usados seis veículos blindados cedidos pela Marinha, do modelo americano M113, usado na Guerra do Iraque.
A Marinha brasileira atendeu ao pedido do governador do Rio na época, Sérgio Cabral, que solicitou apoio para conter a onda de ataques que ocorrem no Estado.
Em entrevista ao "Jornal Nacional", da TV Globo, o político disse que recebeu um fax do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, garantindo apoio logístico.
O chefe do Estado-maior da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro em 2010, coronel Álvaro Garcia, informou que, além dos seis tanques da Marinha brasileira que entraram na comunidade de Vila Cruzeiro, a Polícia contou com o apoio de mais seis veículos blindados na operação no bairro da Penha, zona norte do Rio.
No dia anterior, a PM deslocou blindados do Batalhão de Operações Especiais (Bope), blindados dos Fuzileiros Navais e viaturas da polícia e do Corpo de Bombeiros.
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MEGAOPERAÇÃO DE HOJE
Pelo menos 64 pessoas morreram durante operação das Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, que acontece desde o começo da manhã desta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio.
Entre as vítimas, quatro eram policiais. Até a última atualização, 81 suspeitos foram presos.
Um dos presos é o operador financeiro ligado a uma das lideranças do Comando Vermelho (CV), conhecido como Doca.
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) do Rio de Janeiro, em publicações no X, a ação busca prender lideranças criminosas que atuam não apenas no Rio, mas também em outros estados, e conter a expansão territorial do CV, uma das facções mais atuantes do País.
A investigação foi conduzida ao longo de mais de um ano pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que obteve mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça.