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Relator da CPMI do INSS propõe prisão preventiva de Lulinha

O relator pediu o indiciamento de 216 pessoas.

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 18:46)
Foto de Lulinha.
Legenda: Segundo o relator, há supostos “indícios concretos” de possibilidade de fuga de Lulinha.
Foto: NELSON ALMEIDA / AFP.

O relator da Comissão parlamentar de inquérito (CPMI) do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil), propôs ao Senado nesta sexta-feira (27) que o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja preso preventivamente.

Segundo o relator, há supostos “indícios concretos” de possibilidade de fuga de Lulinha para se desvencilhar de possíveis punições. Além dele, o relator pediu o indiciamento de 216 pessoas.

"As investigações revelaram um esquema profissionalizado dividido em núcleos técnicos, administrativo, financeiro, empresarial e político, que atuava de forma coordenada para subtrair bilhões de reais do sistema previdenciário através de acordos de cooperação, técnicos eivados de irregularidades”, disse o relator antes da leitura do texto.

Conforme a Agência Senado, foram 38 reuniões e 122 parlamentares participantes, entre senadores e deputados. O relatório conta com 4.340 páginas e pede o indiciamento de supostos responsáveis por associações, lobistas, servidores do INSS e políticos.

Em nota ao g1, a defesa de Lulinha afirmou que não há um único elemento nos autos que justifique e fundamente a referida sugestão. Se não fosse trágico, seria cômico. “Fábio não tem relação direta ou indireta com os fatos investigados no bojo da CPMI do INSS”.

“A recomendação de indiciamento só revela o caráter eleitoral da atuação do relator, e vulgariza a nobre função de fiscalizar delegada de forma atípica pela Constituição Federal ao parlamento brasileiro”, expressa ainda o posicionamento.

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QUEBRA DE SIGILO DE LULINHA

Há um mês, no dia 26 de fevereiro, a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha. A votação terminou em confusão no plenário, com empurra-empurra entre parlamentares e suspensão temporária da sessão.

Após o anúncio do resultado, governistas se aproximaram da mesa diretora para protestar. Houve troca de empurrões e registro de agressões físicas. Parlamentares que ameaçavam brigar precisavam ser separados.

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