Legislativo Judiciário Executivo

Luizianne e outros detidos denunciam 'condições degradantes' em prisão

Parlamentar está detida no deserto de Negev desde a última quarta-feira (1º)

Escrito por
Bergson Araujo Costa bergson.costa@svm.com.br
Colagem de fotos da deputada Luizianne Lins e de um dos barcos da Flotilha Global Sumud.
Legenda: De acordo com os advogados responsáveis pelo acompanhamento jurídico, há ordem judicial de deportação para todos os participantes.
Foto: Reprodução / Redes sociais.

A assessoria da deputada federal Luizianne Lins (PT), ainda detida na prisão de Ketziot, no deserto de Negev, após o barco Grande Blu ser interceptado pelas forças de Israel, na última quarta-feira (1º), relatou que a parlamentar cearense e outros detidos têm enfrentado "condições degradantes, uso de violência psicológica e falta de tratamento médico adequado".

Segundo a comunicação da deputada, durante visita consular do Governo brasileiro nesta segunda (6) à prisão de Ketziot, os participantes detidos ilegalmente denunciaram a situação do ambiente.

“Alguns, inclusive Luizianne, só receberam medicamentos após pressão diplomática. Também relataram que audiências judiciais foram realizadas sem representação legal”, diz a nota.

De acordo com os advogados responsáveis pelo acompanhamento jurídico, há ordem judicial de deportação para todos os participantes, e nada impede a partida imediata de todos os brasileiros detidos ilegalmente em Israel. 

“Nos últimos dias, houve deportações de grupos de participantes da ação humanitária. Até o momento foram deportados cerca de 300 participantes. Seguimos exigindo a libertação imediata da deputada federal Luizianne Lins e de todos os brasileiros e brasileiras detidos ilegalmente”, expressa ainda trecho do comunicado.

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FALTA DE ÁGUA E COMIDA

Na sexta-feira (3), a assessoria da parlamentar informou que os tripulantes que estavam em missão humanitária à Gaza ficaram o primeiro dia de detenção sem água e comida.

“Apesar de estarem todos e todas em condições gerais de saúde estáveis, segundo os relatos, no primeiro dia em que foram sequestrados, interrogados e presos, o Governo de Israel não lhes ofereceu comida e água”, afirmava o comunicado.

As atualizações sobre o estado dos tripulantes chegaram após a deputada receber a primeira visita de diplomatas da Embaixada do Brasil em Israel.

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