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CNI envia manifesto a Hugo Motta contra fim da escala 6x1: 'Impactos severos sobre a economia'

O tema será analisado pela Comissão Especial da Câmara nesta quarta-feira (29).

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Redação producaodiario@svm.com.br
foto do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Legenda: Segundo o presidente da Câmara, "não vai ser a vontade de um partido que prevalecerá" sobre a decisão.
Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu um manifesto da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em que o órgão se manifesta contra o fim da escala 6x1. O documento foi assinado em conjunto com as 27 federações estaduais, 98 associações setoriais e 741 sindicatos industriais.

Segundo a CNI, embora o debate seja legítimo, as propostas "podem provocar impactos severos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais".

O tema será analisado pela Comissão Especial da Câmara nesta quarta-feira (29). Motta anunciou que os deputados que comandarão a comissão são Alencar Santana (PT-SP), como presidente do colegiado, e Léo Prates (Republicanos-BA) como relator. As informações são do portal g1.

Argumentos da CNI

Conforme estimativas da CNI, a redução da jornada de trabalho pode provocar o aumento os custos com empregados formais em até R$ 267 bilhões por ano.

"Não estamos falando apenas de horas trabalhadas. Estamos falando de competitividade em um país que já convive com desafios estruturais para produzir e competir, alto custo de produção e insegurança jurídica", afirmou a confederação.

Ainda no manifesto, a CNI expressou que "mudanças estruturais na legislação trabalhista precisam ser construídas com base em evidências, diálogo técnico e responsabilidade econômica".

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"A indústria deve participar desse debate para contribuir no estabelecimento de soluções equilibradas, que fortaleçam o ambiente de negócios, ampliem oportunidades de emprego para os brasileiros e promovam a sustentabilidade econômica de longo prazo do país", concluiu a CNI.

PEC deve ser votada em maio, mês do trabalhador

O relator Léo Prates tem a responsabilidade de consolidar a proposta que será votada pela Casa a partir de duas sugestões apresentadas pela deputada Érika Hilton (Psol-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Além disso, todo o setor produtivo deve ser ouvido antes da construção do texto final.

Segundo Motta, a previsão é que a PEC seja votada em plenário ainda em maio, em homenagem ao Dia do Trabalhador, comemorado no dia 1º de maio.

"Toda e qualquer sugestão ao texto é válida e a comissão vai debater. Não vai ser a vontade de um partido ou de um grupo que prevalecerá. Será a vontade média da casa", argumentou Motta.

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