Camilo insiste em Cid para candidatura ao Senado e nega resistência a Júnior Mano: 'Não existe veto'
O petista disse que não tem nada contra Júnior Mano, mas que sua posição pessoal é a de estimular e incentivar a candidatura de Cid à reeleição.
O senador Camilo Santana (PT) negou, nesta quinta-feira (7), que haja veto ao deputado federal Júnior Mano (PSB) ou qualquer outro nome na disputa à Casa Alta pelo bloco governista. O parlamentar sustentou, ainda, a necessidade de debater o assunto com outros partidos, como o PSD, o MDB e o Republicanos.
Ele havia sido questionado sobre o seu empenho em defender a candidatura do senador Cid Gomes (PSB) à reeleição, indo de encontro à vontade já publicizada do próprio colega, que advoga pela indicação de Mano à campanha majoritária.
“Não existe veto a ninguém. Eu acho que eleição é uma constituição coletiva; nós temos vários partidos que merecem, precisamos estar juntos com os nossos aliados”, disse Camilo.
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“É importante não só ele (Cid) continuar com o mandato de senador para defender o Ceará em Brasília, defender os interesses do Estado, como, claro, ele reforça muito a chapa do governador (Elmano) nessas eleições. Então, não é nada contra o Júnior Mano. Ele é um grande parlamentar, um grande deputado, mas defendo que a gente possa estimular que o senador Cid seja candidato à reeleição”, complementou o petista.
Impasse governista
A cerca de dois meses das convenções partidárias, período no qual os partidos e federações formalizam os seus candidatos, o bloco governista segue com um impasse sobre quais serão os representantes do grupo nas eleições ao Senado. Com a desistência de José Guimarães (PT), que assumiu a Secretaria de Relações Institucionais do Governo Federal, sobraram Júnior Mano, o empresário e ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos), o deputado federal Eunício Oliveira (MDB) e a deputada federal Luizianne Lins (Rede) como opções da base, segundo o governador Elmano de Freitas (PT).
Mano articulou a sua pré-candidatura ao Senado por meses e conseguiu o apoio de dezenas de prefeitos, mas uma investigação na Polícia Federal (PF) sobre um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares enviadas por ele aos municípios jogou dúvidas sobre a definição.
Mesmo após operações policiais e a publicização de informações sobre a apuração, Cid Gomes seguiu defendendo o aliado para o cargo. “Eu tenho com ele um compromisso pessoal de defender o nome dele numa vaga majoritária que o PSB eventualmente venha a ter”, afirmou, em março.
Cid ponderou, no entanto, que a definição da chapa dependerá da correlação de forças entre os partidos da base aliada. “Isso não está escrito nas estrelas. Política é uma correlação de forças, vai ser o tamanho de cada partido que vai definir quem é quem”, declarou.