Shoppings da Capital têm fila no primeiro dia de reabertura de lojas

As restrições do decreto para diminuir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus limitam a entrada nos centros de compras e clientes aguardam

Escrito por Redação,

Negócios
Legenda: No RioMar Papicu, movimento foi intenso próximo à agência bancária da Caixa Econômica Federal
Foto: Thiago Gadelha

Com atividades limitadas desde o fim de março, os shoppings de Fortaleza reabriram hoje com o início da primeira fase da retomada da atividade econômica no Estado, e logo os clientes enfileiraram-se nas portas dos centros comerciais. Com limitação de 30% da capacidade e o distanciamento mínimo entre as pessoas respeitados, as filas estenderam-se pelas calçadas.

No Iguatemi, a entrada começou um pouco antes das 12h, com a leitura da temperatura corporal dos clientes. Um equipamento de termografia infravermelha foi instalado na entrada da Avenida Washington Soares e a cada pessoa que passava da entrada era posicionado na frente de uma câmera. A leitura era transmitida para um monitor e, caso nenhuma alteração fosse detectada, o cliente era liberado para entrar.

Um deles foi o psicólogo Pedro Alexandre, que disse ter ido ao shopping para comprar uma cadeira de rodas para a avó, mas logo deve voltar para casa. "Somente isso. Não gostaria de pegar essa fila novamente", afirma.

Lojistas

Entre os lojistas, a expectativa já é de movimentação máxima - pelo menos no limite do permitido pelo Governo do Estado. "Depois de um tempo afastado, o que a gente pode esperar é que seja um retorno bom e que acima de tudo seja tranquilo com relação à contaminação", afirma Felipe Queiroz.

Gerente de uma loja de moda do Iguatemi, ele conta que as normas de segurança mudaram também o atendimento dos vendedores:  "É uma experiência nova para todo mundo. A gente está se acostumando a uma nova forma de venda, sem contato. Geralmente, varejo em shopping precisa ter contato maior com cliente e a gente está voltando totalmente renovado para que o contato seja o menor possível".

Legenda: Cada cliente precisa medir a temperatura antes de adentrar o espaço do interior dos shoppings
Foto: Brenda Albuquerque

No shopping RioMar Kennedy, a professora Célia Moreira procurava calçados e roupas e aproveitou o baixo movimento da reabertura como uma alternativa em relação ao comércio mais tumultuado do Centro da cidade.

"Achei confortável porque não tem muita gente. Gostei. Tem muitas lojas fechadas ainda, poucas abertas", observa ela. Ao lado da filha pequena, ela conta que o atendimento no interior das lojas foi adequado em relação às normas de prevenção da Covid-19. "Eles pedem pra gente passar o álcool em gel, manter uma distância e não tirar a máscara. Minha filha tentou tirar, mas eles disseram que não podia", conta a professora. 

Mudanças

O superintendente do Iguatemi, Wellington Oliveira, destaca ainda as mudanças feitas para dinamizar o fluxo das pessoas no espaço, com marcações e retiradas de cadeiras.

"Na praça de alimentação o consumo no local está proibido. Inclusive, dentro do shopping está proibido o consumo de alimentos. Pode comprar aqui, mas tem que consumir fora", afirma, indicando que um novo refeitório foi feito no estacionamento para funcionários do shopping e das lojas.

Legenda: No interior das lojas, os vendedores também precisam ficar a uma distância mínima dos clientes
Foto: Thiago Gadelha

No Shopping RioMar Papicu, o movimento foi maior em função do atendimento da agência da Caixa Econômica Federal. Depois de recorrer ao banco, os clientes terminavam por resolver outras demandas na área de serviços do centro comercial.

Horário

Abertos desde 12h, os centros comerciais seguem em funcionamento até às 20h, segundo determina o decreto estadual publicado no último sábado. Um protocolo de segurança sanitária também foi estabelecido para estes tipos de empresa, que limita a entrada em 30% da capacidade, 12 metros quadrados por cliente e a abertura de determinadas lojas.